ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:58:32

Petrobras investirá US$ 2,8 bi em redução de emissões de carbono

A Petrobras investirá US$ 2,8 bilhões em iniciativas para redução de emissões de carbono em suas operações, nos próximos cinco anos, em linha com sua estratégia de viabilizar uma transição energética segura e inclusiva. Desse total, um volume de US$ 248 milhões será destinado a um fundo de descarbonização especialmente criado pela companhia para desenvolver tecnologias e soluções de baixo carbono. Esses foram alguns dos destaques da fala do presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, por meio de depoimento em vídeo, durante a cerimônia de abertura da Rio Oil & Gas, no auditório do Museu do Amanhã, nesta segunda-feira (26/9).  

“Trabalhamos sem descanso para neutralizar as emissões operacionais em prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris. Temos um caminho muito claro para cumprir essa meta: estamos priorizando nossos investimentos em descarbonização e o desenvolvimento de bioprodutos”, disse Andrade. Nesse segmento, o presidente ressaltou que a Petrobras está iniciando a produção de uma nova geração de combustíveis, mais modernos e sustentáveis que os atuais, como o diesel renovável e o bioquerosene de aviação. 

Os diretores da Petrobras Rafael Chaves (Relacionamento Institucional e Sustentabilidade) e Fernando Borges (Exploração e Produção – E&P) também participaram da solenidade, que contou ainda com a presença dos ministros de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e do Meio Ambiente, Joaquim Leite; do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghy, entre outros convidados. 

Novo gasoduto em Sergipe será um dos maiores do país 

No painel “Aproveitamento do gás natural associado e produzido nos campos do pré-sal”, o gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu, destacou que a companhia prevê instalar um gasoduto com capacidade de escoar até 18 milhões de m³ de gás por dia, com mais de 100 km de extensão, integrando uma das principais frentes do chamado Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP Águas Profundas). “Em fase de desenvolvimento, trata-se de um dos maiores projetos de gás do Brasil, tanto do ponto de vista de volume de produção quanto de oferta de gás”, afirmou o gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu, em sua palestra.

Localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, a 100 km da costa, o projeto SEAP é consistente com a estratégia da companhia de focar em ativos em águas profundas com elevado potencial de geração de valor, resiliente a cenários de baixos preços de petróleo e com baixa emissão de carbono por barril produzido. “Os investimentos da Petrobras nessa nova fronteira abrirão uma série de oportunidades para a indústria e aumentarão substancialmente a disponibilidade de gás para o mercado nacional, reduzindo o volume de gás importado”, complementou Tupiassu.  

Desafio da neutralizar emissões de carbono 

No painel “Novas tecnologias para o pré-sal: avanços recentes e como a tecnologia pode ajudar na geração de valor”, a gerente executiva do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes), Maiza Goulart, destacou que o petróleo do pré-sal é um dos mais descarbonizados da indústria. “A Petrobras alcançou, em dezembro de 2021, a reinjeção de cerca de 30 milhões de toneladas de CO2 nos reservatórios do pré-sal, evitando sua ventilação para a atmosfera. A projeção é que, até 2025, sejam reinjetados 40 milhões de toneladas de CO2. É o maior projeto de tecnologia de Carbon Capture, Usage and Storage – o chamado CCUS – do mundo em águas profundas”, disse ela. 

Além disso, Maíza ressaltou que a tendência futura da indústria é priorizar projetos duplamente resilientes, conciliando cenários de baixos preços de petróleo e redução de emissões. “Para isso, temos buscado desenvolver mais tecnologias que incorporam eficiência de custo com sustentabilidade, como o All Eletricflare fechado, separação de gás submarino, entre outras”, acrescentou Maiza.  

Indústria de O&G como viabilizadora da transição energética 

Na sessão “As novas fronteiras exploratórias e os grandes projetos de desenvolvimento da produção para suporte a uma transição energética segura”, o Diretor de E&P da Petrobras, Fernando Borges, destacou a relevância do setor de petróleo para tornar possível a transição para uma economia global de baixo carbono. “O papel da indústria de óleo e gás não é de passagem, mas de viabilizador da transição energética segura. Se mudarmos a abordagem, a forma de fazer a exploração e produção de óleo e gás, a indústria de petróleo será parte da solução para a energia de baixo carbono”, disse ele. 

Borges salientou também que as atividades de E&P orientadas por dados ampliam expressivamente a geração de valor dos projetos, reduzindo as incertezas, otimizando custos, além de aumentar sua eficiência e acelerar resultados. “A nossa nova abordagem na exploração e produção é baseada na nossa principal vantagem competitiva: o nosso conhecimento aprimorado pela transformação digital, inovação e processamento orientado por dados. (…) Criamos o conceito de uma nova geração de campos offshore, que vão incorporar as mais avançadas tecnologias disruptivas, impactando a nossa curva de valor”, frisou ele.

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