O Projeto de Lei 98/2018 em tramitação na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e que trata da estabilidade no emprego dos servidores concursados da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) foi retirado da pauta de votação nesta terça-feira (28) pelo presidente da Casa, deputado Luciano Bispo, depois do impasse criado por alguns dos representantes dos sindicatos da área da FHS. “Estou retirando o projeto de pauta e colocarei em votação quando eles entrarem num acordo”, informou o parlamentar.
Segundo a coordenadora geral do Sindicato dos Nutricionistas e Técnicos em Nutrição de Sergipe (Sindinutrise), Mychelyne Guerreiro, todos os sindicatos da área da saúde envolvidos querem que o Projeto de Lei seja votado. “O problema é que a proposta do Governo, apresentada neste PL98/2018, não satisfaz os anseios dos sindicatos de trabalhadores da saúde em sua maioria. Eu acredito que a retirada deste projeto da pauta foi uma vitória porque vamos sentar com o Governo e renegociar esta proposta até que se façam emendas importantes no projeto”.
A sindicalista ressaltou que o desejo de todos é que fiquem resguardados os empregos dos ocupantes concursados do quadro de pessoal em extinção, criado pela lei que o governo enviou para ser votada, e que no caso da extinção da FHS, por força de lei específica, seu patrimônio e quadro de pessoal concursado, seja incorporado ao patrimônio e quadro de pessoal da Secretaria Estadual da Saúde, respectivamente”.
Para a secretária geral do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (SEESE), Paula Aparecida, é importante acompanhar o destino dos concursados de 2009. “Todo mundo que faz concurso aguarda uma estabilidade, e infelizmente como a Fundação está sob ação judicial, então esses concursados que tem vínculo com a mesma, estão ainda com o quadro indefinido com o que vai acontecer.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, lembrou que todos os anos fica a incerteza sobre a continuidade da FHS.”O governo criou um projeto de lei, que segundo ele dá uma estabilidade, mas diante disso o sindicato junto com a comissão pedimos que colocasse um aditivo, que garanta a manutenção dos empregos dos servidores”.
*Com informações Alese e Ascom CUT






