O governador Mitidieri anunciou que 40 militares sergipanos da Força Nacional serão enviados a Brasília. Foto: SSP/SE/Divulgação
Em seu perfil oficial no Instagram, a Polícia Militar de Sergipe (PM/SE) divulgou que o Comando Geral está convocando todos os policiais militares que possuem Instrução de Nivelamento de Conhecimento-INC da Força Nacional do Ministério da Justiça e que tenham disposição para mobilização imediata, para se deslocarem até o Distrito Federal (DF).
O chamado dizia que os PMs deveriam comparecer às 8h desta segunda-feira (9) ao Centro de Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), munidos da documentação, para fins de seleção. A medida foi adotada após a invasão de um grupo radical que promoveu depredação no Congresso Nacional (CN), Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde deste domingo (8/1).
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), se reuniu em caráter emergencial ainda na noite de ontem com demais governadores para alinhar as estratégias de envio da Força Nacional a Brasília. De acordo com Mitidieri, 40 militares sergipanos serão enviados ao Distrito Federal (DF).
Atos de invasão
Um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, de diversas partes do país, se reuniu no DF neste domingo e marchou em direção à Praça dos Três Poderes. Por volta das 14h30, eles conseguiram furar o bloqueio da polícia e invadiram o Palácio do Planalto, CN e STF, promovendo depredação e saques.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava em Araraquara (SP) no momento da invasão, em inspeção à cidade após danos causados com as fortes chuvas registradas. Cerca de duas horas após o ataque às instituições dos três poderes, Lula decretou Intervenção Federal no DF. Isto significa que as forças policiais deverão responder diretamente ao governo federal, e não mais ao governador do estado. A medida tem validade até 31 de janeiro.
Medidas
Segundo o interventor federal do Distrito Federal nomeado, Ricardo Cappelli, cerca de 1200 envolvidos no tumulto foram presos e os acampamentos instalados em frente ao Quartel General do Exército foram desmobilizados. “Já estamos em campo novamente. Os criminosos seguirão sendo identificados e punidos”, escreveu em uma rede social. “Não permitiremos a continuidade de concentrações que funcionem como incubadoras de planos contra o Estado Democrático de Direito”.
Repercussão
Líderes mundiais, a exemplo do presidente norte-americano, Joe Biden, se posicionaram neste domingo contra os ataques e reafirmaram apoio às instituições democráticas brasileiras.






