ARACAJU/SE, 17 de abril de 2026 , 15:51:09

No Brasil, Operação Desarme causa prejuízo de mais de meio bilhão de reais ao tráfico de armas, prende 2,1 mil pessoas e 16 toneladas de drogas

 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, de 14 a 19 de março, a 1ª edição da Operação Desarme, iniciativa de abrangência nacional voltada ao enfrentamento qualificado do tráfico ilícito de armas de fogo, munições e explosivos. A ação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e causou prejuízo de R$ 562,5 milhões ao crime organizado, com 574 mandados de busca e apreensão cumpridos.

Os resultados preliminares registram a apreensão de 16 toneladas de drogas, 17.282 munições, 2.123 pessoas presas e mais de 595 armas de fogo. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, avalia que a Operação Desarme representa um avanço na política nacional de segurança pública ao priorizar ações estruturadas e contínuas contra os principais pilares que sustentam a criminalidade organizada no Brasil.

Diligências

Participaram da operação as polícias civis e militares, por meio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc) e da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe), além da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Receita Federal do Brasil (RFB), garantindo atuação coordenada em áreas estratégicas, como fronteiras, rodovias, portos e aeroportos.

A ação foi conduzida com base na Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (DNAISP), de forma simultânea, em todo o território nacional, reunindo esforços integrados entre União e estados.

A Operação Desarme tem como objetivo atingir estruturas essenciais do crime organizado, especialmente o fluxo ilícito de armamentos, considerado um dos principais vetores de sustentação de atividades criminosas, como tráfico de drogas, roubos a instituições financeiras e homicídios.

A iniciativa busca gerar impacto sistêmico sobre organizações criminosas, com foco nos seguintes pontos:

  • Redução do poder de fogo de grupos criminosos;
  • Desarticulação de cadeias logísticas e redes de abastecimento;
  • Diminuição da violência letal em áreas críticas;
  • Interrupção de rotas nacionais e transfronteiriças de armamento ilegal;
  • Fortalecimento da responsabilização penal, com produção de provas qualificadas;
  • Asfixia financeira de organizações envolvidas no comércio ilícito de armas.

A operação também reforça o compromisso das instituições de segurança pública com a atuação integrada, baseada em inteligência e análise criminal, visando resultados sustentáveis no enfrentamento ao crime.

Fonte: MJSP

 

 

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