Os municípios sergipanos receberam R$ 489,4 milhões em repasses do Governo do Estado no primeiro trimestre de 2026, valor 3,53% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Os recursos, transferidos por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), são provenientes principalmente da arrecadação de ICMS e IPVA.
Do total, R$ 388,6 milhões vieram do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que concentra a maior fatia das transferências e apresentou crescimento de 2,12% em relação a 2025. Já o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) respondeu por R$ 100,8 milhões, com alta mais expressiva, de 9,32% no comparativo anual.
Pela legislação, 25% da arrecadação do ICMS e 50% do IPVA pertencem aos municípios, sendo a distribuição feita com base em critérios como atividade econômica, indicadores sociais e número de veículos registrados.
Aracaju lidera o ranking de repasses, com R$ 144,4 milhões recebidos no período. Em seguida aparecem Nossa Senhora do Socorro (R$ 29,3 milhões), Canindé de São Francisco (R$ 28,7 milhões), Barra dos Coqueiros (R$ 23,4 milhões) e Laranjeiras (R$ 21,4 milhões).
Na outra ponta, os menores valores foram destinados aos municípios de Telha (R$ 1,2 milhão), Santana do São Francisco (R$ 1,23 milhão), General Maynard (R$ 1,25 milhão), Santa Rosa de Lima (R$ 1,27 milhão) e Pedrinhas (R$ 1,33 milhão).
Para a secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila, o desempenho da arrecadação tem impacto direto nos serviços públicos. “Esses números mostram como uma arrecadação eficiente impacta diretamente a vida das pessoas. Quando o Estado fortalece suas receitas, consegue garantir repasses mais consistentes aos municípios, que são fundamentais para a manutenção dos serviços públicos e para o desenvolvimento local”, afirmou.
Segundo a Sefaz, a melhora nos resultados também é influenciada por iniciativas como o programa Amigo da Gente, criado em 2023 para incentivar a regularização fiscal e fortalecer a relação com contribuintes. A secretaria também destaca a modernização da legislação tributária, com mais de 350 medidas voltadas à simplificação de obrigações e ao estímulo ao ambiente de negócios.
*Com informações Ascom Sefaz





