Da redação, AJN1
O feijão é um dos grãos que não pode faltar na mesa dos brasileiros, já virou até componente intransponível do cardápio nacional. Mas no último mês de fevereiro, preço do “queridinho” aumentou em todas as capitais, com destaque para as taxas de Aracaju (91,65%), Campo Grande (90,91%), Salvador (71,06%), Recife (67,16%), São Luís (60,68%) e João Pessoa (54,30%).
De acordo com pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a baixa oferta do grão carioquinha e a redução da área semeada explicam a alta no varejo. A diminuição na oferta, conforme o Dieese, também explica a redução da área plantada, uma vez que os produtores migraram para outros plantios — como a soja e o milho —, e por problemas climáticos, que diminuíram a qualidade do grão.
O município de Poço Verde, na região Centro-Sul, é o maior produtor de feijão do estado. Hoje, o quilo do produto nas principais feiras livres custa, em média, R$8.
Cesta Básica
O preço do feijão contribuiu também para o encarecimento da cesta básica na capital sergipana, que teve alta de 6,43%, uma das mais expressivas em todas a 17 capitais analisadas pelo Dieese. Na prática, o aracajuano teve que desembolsar R$ 379,61 para levar o conjunto de alimentos para casa. No quadro geral, mesmo com a elevação, esse valor é o sexto mais barato do país, perdendo para João Pessoa (R$378,26), Recife (R$376,34), Natal (R$375,58), São Luís (R$368,82) e Salvador (R$362,93).
A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 482,40), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 464,47) e por Porto Alegre (R$ 449,95).
Salário Mínimo
Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.052,65, ou 4,06 vezes o mínimo de R$ 998,00.
Em janeiro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo vigente. Já em fevereiro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.







