O boletim diário da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre os desastres no Rio Grande do Sul aponta que, do início da tragédia até esta quinta-feira (16), foram registrados de R$ 9,5 bilhões de prejuízos financeiros, sendo R$ 2,4 bilhões no setor público, R$ 2,5 bilhões no setor privado, e a maioria dos prejuízos, por enquanto, refere-se ao setor habitacional, com R$ 4,6 bilhões.
Até o momento, foram registrados impactos em 106,5 mil habitações.
A entidade reforça que os dados são parciais e que as gestões enfrentam dificuldades de atualizar os sistemas informativos em tempo real.
A confederação pontuou que o número de pessoas desaparecidas vem diminuindo.
Eldorado do Sul, por exemplo, saiu de 300 para 50 desaparecidos, e Canoas, de 114 para 17 pessoas que ainda não foram encontradas. A entidade municipalista alerta, porém, que os dados inseridos no sistema do governo federal ainda são alarmantes, pois 104 pessoas ainda estão desaparecidas.
A tragédia já soma 151 mortes confirmadas, de acordo com a Defesa Civil estadual.
Impacto nas habitações
– Danificadas: 97,3 mil;
– Destruídas: 9,2 mil;
– Total unidades habitacionais afetadas: 106,5 mil;
– Prejuízos na habitação: R$ 4,6 bilhões.
Principais setores públicos afetados
– Danos materiais (instalações públicas como escolas, hospitais, prefeituras, prédios de serviços públicos, instalações de usos comunitários, etc.): R$ 429,6 milhões em prejuízos;
– Obras de infraestrutura (pontes, calçamento, asfaltamento de ruas e avenidas, viadutos, sistemas de drenagens urbanas etc.): R$ 1,7 bilhão em prejuízos;
– Sistema de transportes: R$ 95,5 milhões em prejuízos;
– Assistência médica emergencial: R$ 9 milhões em prejuízos;
– Sistema de esgotamento sanitário: R$ 19,3 milhões em prejuízos;
– Limpeza urbana e remoção de escombros (recolhimento e destinação): R$ 38 milhões em prejuízos;
– Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 4,8 milhões em prejuízos;
– Sistema de ensino: R$ 84,1 milhões em prejuízos;
– Abastecimento de água: R$ 11,1 milhões em prejuízos;
– Sistema de controle de pragas e vetores (desinfestação e desinfecção): R$ 1,3 milhão em prejuízos;
– Distribuição de combustíveis: R$ 2,1 milhões em prejuízos;
– Segurança Pública: R$ 2 milhões em prejuízos;
– Telecomunicações: R$ 965 mil.
Principais setores privados afetados
– Agricultura: R$ 1,8 bilhão em prejuízos;
– Pecuária: R$ 207,8 milhões em prejuízos;
– Indústria: R$ 267,5 milhões em prejuízos;
– Comércios locais: R$ 127,5 milhões em prejuízos;
– Demais serviços: R$ 84,6 milhões em prejuízos.
Fonte: Metrópoles







