Da redação, AJN1
Os professores de Sergipe, das redes estadual e municipal, vão cruzar os braços nesta quarta-feira (22). A paralisação acontece em todo o Brasil e segue o movimento convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que cobra dos governos e prefeituras a aplicação do reajuste do piso nacional do magistério, respeitando a carreira.
O Sindicato dos Professores de Sergipe (Sintese) agendou um protesto em frente ao Palácio de Despachos, sede do Governo estadual, em Aracaju, a partir das 8h.
De acordo com a CNTE, apesar de garantido em lei desde 2008, o piso ainda não é cumprido por todos os estados e municípios. Além disso, o reajuste anual garantido aos educadores não se estende a todos os trabalhadores devido a medidas que ainda não foram adotadas pela União.
Conforme a CNTE, o piso salarial dos professores das escolas da rede pública em 2023 é R$ 4.420,55. Um aumento de 14,95% com relação a referência de 2022, quando o valor era de R$ 3.845,63. O anúncio foi feito pelo Ministério da Educação (MEC), no dia 16 de janeiro, e segue a Lei do Piso (11.738/2008), na qual consta que o valor seja reajustado anualmente, sempre em janeiro. Mas desde que foi implantado em 2008, o piso, um dos mecanismos de valorização da categoria que historicamente luta por melhores salários e uma das chaves para gerar atratividade para a carreira, tem sido centro de impasses.
“A pauta do magistério não se resume somente a atualização do piso e recuperação da carreira, mas abrange também melhores condições de trabalho e garantia ao direito à Educação para todos”, afirma a vice-presidente do Sintese, Ivônia Ferreira.






