Da redação, AJN1
Os casos da covid-19 não param de crescer em todo o Estado e em Aracaju não é diferente. Até às 10h desta sexta-feira (18), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 48.815 casos confirmados na capital sergipana e 869 mortes, sendo que, em 15 dos 42 bairros, o número de pessoas que estão ou já foram infectadas pelo patógeno ultrapassou a assustadora marca de mil.
O bairro Farolândia, na Zona Sul, é onde há mais casos confirmados, são 3.559 até o momento, seguido por Jabotiana (2.832), Luzia (2.304), Zona de Expansão (2.140), São Conrado (1.916), Santos Dumont (1.866), Ponto Novo (1.685), Santa Maria (1.398), Inácio Barbosa (1.327), Coroa do Meio (1.251), Dezoito do Forte (1.115), Olaria (1.028), Grageru (1.306), Siqueira Campos (1.089) e Jardins (1.209).
De acordo com a SMS, do total de infecções, 6.731 não informaram endereço e os números de casos por bairro podem sofrer variações após a confirmação dos endereços cadastrados de cada paciente.
A SMS diz ainda que, do início da pandemia até o boletim de monitoramento do dia 17 de dezembro, 41.966 pessoas se recuperaram da doença, o que corresponde a 86% do número total de casos. “Continuamos reforçando a importância do distanciamento social e do uso de máscaras”, diz a nota enviada ao portal AJN1 pela assessoria de imprensa.
Já os bairros com menor incidência de casos positivados são: Marivan (68), 17 de Março (182), Japãozinho (200), Cirurgia (329), Dom Luciano (174), Salgado Filho (322), Pereira Lobo (325) e Palestina (336).
Pandemia não acabou
Mesmo diante dos números expressivos de contaminações e óbitos, as pessoas ainda não compreenderam que estão vivendo em pandemia e que é preciso seguir as orientações das autoridades sanitárias, como explica a infectologista da SMS, Fabrízia Tavares.
“Precisamos ter o entendimento de que não estamos voltando ao nosso antigo normal, como temos ouvido falar, mas ao novo normal, que é essa mudança de postura e de entendimento de que essas medidas de prevenção, de higiene, de distanciamento, de cautela vão perdurar ainda por muito tempo. Portanto, ainda é preciso cuidado com os grupos de risco, não sair de casa desnecessariamente. Isso tudo continua”, enfatiza Fabrízia.
E continua: “Vemos pessoas indo à praia, passeando pelos calçadões da cidade, inclusive, levando idosos e crianças como se tudo estivesse tranquilo e a pandemia já estivesse acabado. Se não mantivermos as medidas de prevenção, teremos, novamente, o aumento do número de novos casos, de óbitos e sobrecarga do sistema de saúde, iremos retornar às medidas mais restritivas. Portanto, que as pessoas saibam compreender essa flexibilização da economia e que façam uso com inteligência e, sobretudo, prudência”, frisa a infectologista.






