Paralelo ao trabalho de enfrentamento ao coronavírus, a Prefeitura de Aracaju segue atuando também no combate ao Aedes aegypti, através do Plano de Intensificação, coordenado pela Secretaria Municipal da Saúde. Fazem parte do plano os mutirões que acontecem três sábados por mês, e que são realizados de forma integrada com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e a Secretaria do Meio Ambiente.
Neste sábado (18), foi a vez da comunidade do Santos Dumont receber as equipes. A escolha do bairro foi de acordo com o levantamento dos casos notificados na localidade, que até o momento são 33 casos de dengue, 14 de chikungunya, e um de zika.
“A gente tem percebido aqui no bairro uma ligeira alta nesses números de notificações e alguns surtos centralizados acontecendo. Vale ressaltar que esse surto não reflete em todo o bairro Santos Dumont, mas sim em uma pequena fração da comunidade. Mas trouxemos as equipes, juntamente com a Emsurb, para juntos tentar conter esse surto epidêmico que está acontecendo aqui”, declarou o gerente do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti, Jeferson Santana.
O gerente explicou que, além dos mutirões aos sábados, em cada bairro da capital tem uma equipe de agentes de combate a endemias atuando, de segunda a sexta-feira. “As ações após o mutirão continuam na região, e a gente vai monitorando, até pra sentir se o mutirão atingiu o objetivo principal, que foi diminuir os casos e, consequentemente a quantidade de focos naquela localidade”, ressaltou.
E entre os trabalhos complementares de intensificação que acontecem durante a semana, o fumacê costal tem sua programação feita com base nos casos notificados. Com base nessas notificações, as equipes fazem de imediato o bloqueio de transmissão, para, em seguida, fazer a aplicação do fumacê.
População deve colaborar
Com a reformulação na abordagem das equipes, a atuação dos agentes se baseia na orientação sobre como os moradores podem identificar e eliminar possíveis focos. E nesse período de pandemia e distanciamento social, a colaboração da população é fundamental.
“Durante a semana o trabalho dos agentes continua nas residências, realizando a ação de educação e saúde. Orientamos o morador a fazer uma busca detalhada no imóvel, e numa possível identificação de algo de risco, ele possa fazer o controle. A mudança entre sol e chuva geralmente leva ao acúmulo de água, daí é importante que o morador perceba essa característica desse depósito e elimine, limpando, escovando, virando ou até mesmo quebrando”, afirma o agente de endemias, Adriano Lima.
A moradora Rosana Silva foi uma das primeiras a receber a equipe nesse mutirão e ficou atenta a todas orientações da agente. “Muito importante a visita, porque aconselham a gente sobre todos os cuidados. Meu pai esteve doente esses dias e com suspeita de dengue, e a gente se preocupa bastante em seguir as orientações. Gosto bastante quando eles aparecem, ainda mais com essa pandemia, onde às vezes a gente cuida de um lado e esquece do outro”, avaliou.
Casos notificados
De janeiro até o momento, foram notificados 464 casos de dengue, 141 chikungunya, e quatro de zika, em Aracaju, segundo levantamento feito pela Vigilância Epidemiológica da SMS.
Entre as três doenças, os sintomas são semelhantes, porém, os principais sintomas da dengue são: febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, náuseas, vômito e coceira no corpo. Já a chikungunya tem sintomas parecidos com os da dengue, com dores mais intensas nas articulações. A zika apresenta manchas vermelhas pelo corpo, coceira, febre baixa e dor de cabeça.
“É importante que as pessoas que apresentem sintomas de uma das três doenças procurem um médico, não façam tratamento dentro de casa. A gente faz esse apelo porque é a partir dos casos notificados que nós poderemos mapear os bairros com maior número de pessoas adoecidas e traçar estratégias de trabalho de combate ao Aedes”, alerta Jeferson Santana.
Fonte: AAN







