Da redação, AJN1
Em março, o território de Sergipe apresentou diminuição ou abrandamento na severidade da seca devido à regularidade das precipitações pluviométricas dos últimos meses. A análise é do ‘Monitor de Secas’, instrumento de acompanhamento regular e mensal da situação da seca no Brasil, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Entre fevereiro e março, três estados registraram o aumento da área com seca: Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Por outro lado, a área com o fenômeno diminuiu em oito estados nordestinos: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Nas outras dez unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor, não houve variação do território com seca: Bahia, Distrito Federal (livre do fenômeno), Espírito Santo (também sem seca), Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Situação de emergência
Embora a análise da ANA aponte para uma situação “confortável” no nível de estiagem no Estado nos últimos meses, o governo de Sergipe, a pedido de prefeituras, decretou situação de emergência nos municípios de Carira, Canindé de São Francisco, Graccho Cardoso, Nossa Senhora da Glória, Poço Verde, Nossa Senhora Aparecida, Ribeirópolis, Malhador, Frei Paulo e Porto da Folha, afetando um total de 61 mil pessoas.
Monitor de Secas
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes de até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.
Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, além do Tocantins. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.
O Monitor de Secas é coordenado pela ANA, com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 20 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.
O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.
A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.







