ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 5:05:19

Sergipe apresentou redução de 1,8% do PIB em 2018, diz IBGE

Em 2018, Sergipe foi a única unidade da federação com redução no valor do Produto Interno Bruto PIB (1,8%). É o que mostra pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (16). Os números são produzidos em parceria com órgãos estaduais e derivam do Sistema de Contas Nacionais e das Contas Regionais, que trazem dados de PIB dos Municípios para as 27 unidades da federação.

A queda, conforme a análise se explica, sobretudo, por conta da seca que afetou a produção agropecuária no Estado, em especial o milho, fazendo diminuir o valor adicionado da agropecuária, cuja participação no PIB passou de 5,40% em 2017 para 3,81% em 2018.

Com isso, a participação dos municípios da Região Metropolitana de Aracaju no PIB estadual cresceu. Mais da metade da riqueza produzida no estado (50,51%) veio da capital, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.

Como a queda no PIB veio principalmente do setor primário, a participação de Aracaju, com uma matriz econômica mais baseada nos serviços e na administração pública, aumentou, passando de 40,23% para 41,12% do total do PIB sergipano.

O PIB de Aracaju chegou a R$ 12,28 bilhões em 2018, sendo o maior entre os 75 municípios sergipanos e o 53º do Brasil. Aracaju é o único município sergipano na lista dos 100 maiores PIBs do Brasil.

Juntamente a Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, a soma da riqueza produzida na Região Metropolitana de Aracaju equivale a mais da metade do PIB sergipano em 2018. Nossa Senhora do Socorro responde 6,09% do PIB do Estado, com valor a preços correntes de R$ 2,56 bilhões, o segundo maior do Estado. Já São Cristóvão responde por 2,13% do PIB sergipano, com um valor a preços correntes de R$ 895,76 milhões.

Tanto Nossa Senhora do Socorro quanto São Cristóvão, porém, vêm perdendo participação no total do PIB estadual. A Barra dos Coqueiros, por sua vez, aumentou sua participação, passando de 0,95% a 1,17% do PIB do estado, com um valor a preços correntes de R$ 491,07 milhões.

Municípios do semiárido mais afetados

Em ano marcado pela seca, os municípios do semiárido sergipano foram os mais afetados. Isso se deve ao peso da produção agropecuária nessa região. Dos 29 municípios que compõem o semiárido sergipano, 23 perderam participação no PIB estadual. Outros três municípios mantiveram a participação percentual de 2017. Apenas em Aquidabã, Propriá e Canindé de São Francisco tiveram aumento de participação no PIB entre 2017 e 2018.

No total, somando o PIB dos 29 municípios do semiárido, houve ganho de participação, mas apenas em razão do avanço de 1,1% registrado em Canindé de São Francisco, o município com o terceiro maior PIB do estado, graças, sobretudo, à usina hidroelétrica que hospeda. Sem Canindé de São Francisco, o semiárido teria perdido cerca de 0,9% de participação na riqueza produzida em Sergipe.

Depois de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco, os maiores PIBs do Estado estão no agreste (Itabaiana, com R$ 1,80 bilhão) e no litoral (Estância, com R$ 1,70 bilhão). Juntos, esses cinco municípios respondiam por mais de 60% da riqueza gerada em 2018. Apenas mais um município supera R$ 1 bilhão em valor do PIB: Lagarto, com R$ 1,47 bilhão.

Considerando os principais setores de atividade da economia, Riachão do Dantas passou a ser o município com maior valor adicionado na agropecuária, com uma produção de R$ 102,18 milhões, ultrapassando Itabaiana e Lagarto, os dois municípios que encabeçavam o ranqueamento em 2017. Dessa vez, eles foram o segundo e terceiro municípios com maiores valores adicionados no setor agropecuário. Estância e Neópolis completam a lista dos cinco municípios nessa comparação.

No caso da indústria, o maior valor adicionado estava em Aracaju (R$ 2,14 bilhões). Canindé de São Francisco aparecia em segundo, com R$ 1,81 bilhão, seguido de Estância (R$ 481,93 milhões), Nossa Senhora do Socorro (R$ 369,89 milhões) e Itaporanga d’Ajuda (R$ 339,16 milhões). No caso dos serviços, Aracaju repete a primeira posição (R$ 9,92 bilhões), seguido de Nossa Senhora do Socorro (R$ 1,06 bilhão), Itabaiana (R$ 923,21 milhões), Lagarto (R$ 560,46 milhões) e Estância (R$ 523,44 milhões).

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