Em Sergipe, 279 mil pessoas com 2 anos ou mais de idade possuem algum tipo de deficiência. Isso representa 12,1% da população sergipana. Esse percentual também é o maior do país, que teve uma média de 8,9% . Já a capital, Aracaju, apresenta 70 mil pessoas com deficiência, o que representa 10,4% da população. Esse percentual é o segundo maior entre as capitais brasileiras, ficando atrás somente do Recife, com 11,1%. Dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE.
Ocupação: Somente 1 a cada 4 pessoas com deficiência está ocupada em Sergipe
O índice de ocupação das pessoas com deficiência, para o 3º trimestre de 2022, foi de 24,5% em Sergipe, o que é inferior à média nacional (26,6%). Na comparação com as pessoas sem deficiência, o percentual da ocupação chega a 55%, ou seja, mais que o dobro. As diferenças do nível da ocupação também são sentidas quando se compara homens e mulheres. Enquanto que 33,1% dos homens com deficiência estão ocupados, somente 18,9% das mulheres com alguma deficiência estão nessa condição.
Em comparação com o país, o percentual do nível de ocupação registrado em Sergipe (24,5%) foi o 8º menor. O maior percentual de ocupação de pessoas com deficiência está no Mato Grosso do Sul, com 37,6% e o menor, em Alagoas, com 21,5%.
Em relação aos grupos de idade das pessoas com deficiência que estão ocupadas, em Sergipe, 38,1% têm de 30 a 49 anos e 36,4% de 50 a 59 anos. O menor percentual foi registrado entre pessoas de 60 anos ou mais (8,6%).
Levando em conta a força de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, em Sergipe temos um total de 1.867 milhão de pessoas, sendo que do total de 258 mil pessoas com deficiência, que estão, metodologicamente, na idade de trabalhar, somente 29,3% estão na força de trabalho e 70,7%, fora da força.
Educação: Mais de 25% das pessoas com deficiência não possuem instrução
A pesquisa também investigou o percentual de pessoas de 25 anos ou mais de idade, com deficiência, por nível de instrução. Foi possível visualizar um percentual de 25,7% sem instrução, 12,1% com ensino fundamental completo ou médio incompleto, somente 8,7% com ensino médio completo e 6,1% com superior completo. Isso representa dizer que praticamente 40% das pessoas com deficiência, mesmo com 25 anos ou mais de idade, estão nos níveis básicos do ensino ou nem possuem instrução.
Inclusive, o percentual de 25,7% de pessoas com deficiência sem instrução em Sergipe é o maior do país, sendo seguido pelo Distrito Federal (25,1%) e Tocantins, com 25,1%. Em Aracaju, esse percentual chega a 22,8%, com somente 6% com ensino superior completo.
Esse foi o segundo maior percentual entre as capitais do país, ficando atrás somente de Salvador, com 8,2%.
A nível estadual, o percentual de 6,1% das pessoas com deficiência que possuem o nível superior completo em Sergipe foi o segundo maior do país, ficando atrás da Bahia, com 6,7%.
O percentual de pessoas com 25 anos ou mais de idade, que têm alguma deficiência e que está ocupada é de 25,1% e das pessoas sem deficiência, 61,4%. Ainda, na comparação das pessoas com 25 anos ou mais de idade que não estão ocupadas, 74,9% das pessoas com deficiência se encontram nessa condição.
Na relação por escolaridade, das pessoas que têm deficiência e não possuem instrução, 50,7% estão sem ocupação. Em contrapartida, das pessoas com deficiência que possuem o ensino superior, 77,1% estão ocupadas. Na análise por idade, o maior percentual de pessoas com deficiência que estão ocupadas está na faixa de 30 a 49 anos (71,3%) e o menor, entre pessoas com 60 anos ou mais (22,7%). É importante considerar também que 54% dos jovens de 14 a 29 anos que têm
deficiência estão desocupados.
1 a cada 3 pessoas com deficiência não é alfabetizada
A taxa de analfabetismo em Sergipe foi de 11,8%, sendo de 30,3% entre pessoas com deficiência e 8,8% entre pessoas sem deficiência. Isso representa uma taxa quase 4 vezes maior na comparação com as pessoas sem deficiência. Ou seja, 1 a cada 3 pessoas com deficiência não é alfabetizada. Esse percentual sobe para 40,3% quando falamos de pessoas com 60 anos ou mais de idade, mas também é elevado entre jovens com 15 anos ou mais (30,3%). Em relação às pessoas com deficiência, as maiores taxas de analfabetismo estão em Alagoas (38,4%), Piauí (37,3%) e Paraíba (32,6%), sendo que Sergipe ocupa a 6ª posição.
Entre as 10 unidades da federação com os maiores percentuais, os 9 primeiros estados são nordestinos. Distribuição por idade: maior percentual de pessoas com deficiência está na população idosa Em relação às pessoas que são responsáveis pelo domicílio, do total de 829 mil pessoas, 147 mil ou 17,7% são deficientes. O percentual de pessoas com deficiência na distribuição por idade, mostra que do total de pessoas com 80 anos ou mais, 60,6% são pessoas com deficiência, seguido por 38,7% das pessoas de 70 a 79 anos e 29,2% das pessoas de 60 a 69 anos. Em contrapartida, das crianças de 2 a 9 anos de idade, 5% são deficientes.
Rendimento: mais de 50% das pessoas com deficiência tem uma renda domiciliar per capita de até 1 salário mínimo
Em relação às 279 mil pessoas que têm deficiência, a pesquisa investigou o rendimento domiciliar per capita. Neste aspecto, 35,1% das pessoas com deficiência possuem como rendimento por pessoa em sua casa de ½ até 1 salário mínimo e 27,2% de mais de ¼ até 1 ⁄ 2 salário mínimo.
Além disso, 17,2% dessas pessoas não possuem rendimento ou recebem até ¼ de salário e somente 1,07% ganham mais de 5 salários mínimos.
Na análise do rendimento, também é possível visualizar uma diferença salarial do rendimento médio habitualmente recebido entre pessoas com ou sem deficiência. Enquanto que o rendimento de pessoas sem deficiência chega a R$ 1.865, nas pessoas com deficiência ele cai para R$ 1.452. As diferenças também são percebidas por sexo, já que enquanto homens com deficiência recebem R$ 1.786, mulheres nessa condição recebem R$ 1.048.
Taxa de informalidade entre pessoas com deficiência ultrapassa 60% A taxa de informalidade total em Sergipe foi de 51,4%, sendo que entre as pessoas com deficiência, foi de 60,8%. Essa taxa é maior entre os homens (63,6%), do que entre as
mulheres (57,5%).
Em âmbito nacional, a taxa de Sergipe é a décima maior do país e a 8° entre os estados nordestinos. Inclusive, os 09 estados nordestinos estão entre os 10 primeiros com as maiores taxas de informalidade. A maior taxa do país está no Pará, com 75,8%.







