ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 19:57:09

Sergipe registra alta da renda e queda do desemprego no 1º trimestre

 

A renda média dos trabalhadores em Sergipe cresceu 14,7% em um ano e a taxa de desemprego caiu para 8,6% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. Os indicadores apontam melhora no mercado de trabalho e avanço na geração de emprego e renda no estado.

De acordo com o levantamento, o rendimento médio real chegou a R$ 3.031 no período, já descontada a inflação. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 4%. O cálculo considera não apenas salários, mas também outras fontes de renda, como aposentadorias, pensões, programas sociais e benefícios.

Os dados também mostram queda consistente na desocupação ao longo dos últimos anos. No primeiro trimestre de 2023, a taxa era de 12%. Três anos depois, o índice recuou para 8,6%, uma redução de 28,3%.

Segundo o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, os números indicam avanço na estrutura do mercado de trabalho local. “Mesmo diante de oscilações sazonais típicas do início do ano, o estado mantém indicadores extremamente relevantes quando comparados ao mesmo período do ano passado. Hoje, Sergipe possui, aproximadamente, 959 mil pessoas ocupadas, um crescimento de cerca de 17 mil trabalhadores em relação ao primeiro trimestre de 2025. Isso demonstra que nossa economia continua gerando oportunidades e ampliando a inclusão produtiva da população. Outro dado muito importante é a redução da informalidade. A taxa caiu para 46,9%, com redução de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso significa mais trabalhadores com proteção social, renda estável e direitos garantidos”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, os resultados são reflexo de políticas públicas voltadas ao estímulo da economia e à qualificação profissional. “Esses resultados são fruto de uma estratégia liderada pelo governador Fábio Mitidieri, que compreende que desenvolvimento econômico e geração de emprego precisam caminhar juntos. O Governo do Estado vem trabalhando para criar um ambiente favorável aos investimentos, atrair empresas, interiorizar o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, qualificar a mão de obra sergipana através de programas como o Qualifica Sergipe, Primeiro Emprego, GO Sergipe e Conecta-SE. Ainda temos desafios importantes, especialmente no enfrentamento da informalidade e da subutilização da força de trabalho, mas Sergipe demonstra consistência nos indicadores e segue no caminho certo: mais emprego, mais renda e mais oportunidades para o povo sergipano”, concluiu.

Outros indicadores da PNAD Contínua mostram diferenças no perfil da população ocupada. As mulheres registraram rendimento médio de R$ 2.847. Entre os grupos etários, trabalhadores de 40 a 59 anos tiveram renda média de R$ 3.564, enquanto pessoas com 60 anos ou mais alcançaram R$ 4.154, além de apresentarem menor taxa de informalidade entre os grupos analisados. Já a faixa de 25 a 29 anos teve a menor informalidade, com 42,5%.

Os dados reforçam a tendência de melhora no mercado de trabalho sergipano, com aumento da renda, redução do desemprego e avanço, ainda que gradual, na formalização das relações de trabalho.

*Com informações Secom

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