ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:10:40

Sergipe registra primeira morte em decorrência da Influenza A H3N2

Da redação, AJN1

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou nesta terça-feira (28), o primeiro óbito em decorrência da Influenza A H3N2. Trata-se de uma mulher, de 36 anos, residente em Aracaju. Ela morreu no dia 20 de dezembro, e era portadora de bronquite asmática.

A morte da mulher está registrada no Alerta Epidemiológico divulgado pela SES, que detalha qual a situação do estado com relação a disseminação da Influenza. Até esta segunda-feira, a SES, via Laboratório Central de Sergipe (Lacen), registrou 257 amostras positivas para Influenza A H3N2.

Foi identificada também a circulação do vírus em 32 municípios sergipanos, sendo que em quatro deles houve registro de casos que necessitaram de internação.

Reunião

A SES, por meio das diretorias de Vigilância em Saúde e de Atenção às Urgências e Especializada, reuniu nesta terça-feira (28), de forma remota, as unidades que compõem a rede hospitalar pública. O objetivo foi o de ouvir os dirigentes dos Hospitais Regionais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) para saber como estão as portas de urgência em relação ao paciente com síndrome gripal e orientar quanto a notificação de casos, organização do fluxo de atendimento e coleta de exames.

Os dirigentes foram unânimes em apontar o aumento no volume de atendimento, ocasionado principalmente pelos casos de síndrome gripal, em alguns hospitais chegando a responder por 80% dos casos que têm chegado às portas de urgência. Além de ouvir as unidades para conhecer todo o cenário que envolve a síndrome gripal, desde os casos de baixa complexidade às internações, a reunião teve também a finalidade de orientar os dirigentes sobre a importância da notificação compulsória dos casos, bem como a adequada coleta de amostras e envio para o Lacen.

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio Góes, como se está em uma Emergência de Saúde Pública Internacional (A pandemia de Covid-19), todas as amostras coletadas serão processadas para a Covid-19, e, nos casos negativos, para outros vírus respiratórios, incluindo o Influenza A H3N2. “Conversamos ainda sobre a necessidade da superintendência dos hospitais dialogarem com o corpo clínico sobre os casos de Influenza que têm indicação de tratamento antiviral, já que temos um tratamento específico para os casos que necessitam de internação ou tem fatores de risco para agravamento”, salientou o diretor.

Influenza

A influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade e que habitualmente apresenta uma sazonalidade no primeiro semestre, mas que como tem ocorrido em outros estados, Sergipe tem apresentado a circulação do vírus Influenza A H3N2 no corrente mês.

O vírus Influenza pode causar o quadro clássico de Síndrome Gripal (SG) ou o quadro mais grave de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), assim como ocorre com outros vírus respiratórios.

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