ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:56:30

Sergipe tem 6.433 pessoas convivendo com HIV

Da redação, AJN1

Esta terça-feira, 1º de dezembro, é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aides. Em Sergipe, de acordo com dados consolidados do Programa IST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES), 6.433 pessoas vivem com a doença. No Brasil, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV, sendo que 89% delas foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual, por terem atingido carga viral indetectável.

Segundo o gerente do Programa IST/Aids da SES, Almir Santana, a evolução da ciência, da medicina e da tecnologia garante aos portadores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida têm melhor qualidade de vida, mas para isso é preciso adotar os cuidados recomendados.

“Quem faz o teste cedo e logo inicia e faz adesão ao tratamento tem uma qualidade de vida boa. Lógico que a pessoa precisa fazer o acompanhamento da carga viral (quantidade de vírus no sangue) e da imunidade (CD4), mas fora isso, tem uma vida normal”, diz Almir Santana.

Testes

O gerente do programa lembra que os testes rápidos são feitos nas unidades de saúde da Atenção Primária, e que as pessoas reagentes ao vírus são encaminhadas para o serviço de referência ofertado no Centro de Especialidades Médicas (Cemar) do Siqueira Campos, em caráter ambulatorial. Para os casos de emergência, há o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho e Hospital Universitário (que também oferece o serviço ambulatorial).

Tratamento

De acordo com Almir Santana, o tratamento é feito à base de medicamentos antirretrovirais, que diminuem a reprodução do vírus, melhorando a imunidade. Como resposta a essa condição orgânica, o paciente se fortalece contra as infecções oportunistas como a tuberculose, pneumonia, lesão da boca e câncer de pele. “Ele vai tocando a vida, trabalhando, se alimentando, praticando exercícios e mantendo o hábito de usar o preservativo nas relações sexuais”, diz o médico.

Diminuição no país

Conforme o Ministério da Saúde (MS), desde 2012 houve uma diminuição na taxa de detecção de Aids no país. O número passou de 21,9 casos por 100 mil habitantes, em 2012; para 17,8 casos por 100 mil habitantes em 2019, representando um decréscimo de 18,7%.

A taxa de mortalidade por Aids também apresentou queda de 17,1% nos últimos cinco anos, segundo o MS. Em 2015, foram registrados 12.667 óbitos pela doença e em 2019 foram 10.565. Na avaliação do MS, ações como a testagem para a doença e o início imediato do tratamento, em caso de diagnóstico positivo, são fundamentais para a redução do número de casos e óbitos por Aids.

Dados históricos em Sergipe

Desde o primeiro caso de Aids notificado em Sergipe em 1987 até 31 de outubro de 2020, foram registrados 5.399 casos de Aids em adultos, sendo 3.690 do sexo masculino e 1.709 do sexo feminino. Foram notificados também, até 31 de outubro, 2.869 adultos com o HIV sendo 1.924 do sexo masculino e 945 do sexo feminino.

Ainda no mesmo período, foram registrados 127 casos de Aids em menores de 13 anos, sendo 52 do sexo masculino e 75 do sexo feminino. Também foram notificadas 98 crianças menores de 5 anos no período de 1987 até 31 de outubro de 2020, sendo 41 do sexo masculino e 57 do sexo feminino.

De 1987 a 2020, foram identificados 1.549 óbitos que tiveram a causa básica definida como “doenças pelo vírus do HIV” , em adultos e 20 óbitos em crianças.

Considerando as pessoas vivendo com HIV/Aids, temos cadastrados em Tratamento Antirretroviral, no Cemar (SAE – Serviço Ambulatorial Especializado) 6.185 pessoas e no Hospital Universitário de Aracaju (HU) tivemos 248 pessoas cadastradas.

Com informações da SES e MS. 

 

 

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