Da redação, AJN1
Preocupados com a terceirização dos serviços assistenciais do Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória e principalmente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), trabalhadores de diversas categorias, a exemplo de enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e farmacêuticos que trabalham no Samu realizaram um ato de protesto, em frente ao Palácio dos Despachos, sede do governo do Estado, que fica situado o Conjunto Leite Neto, Zona Sul da capital.
As categorias afirmam que o governo não dialoga sobre essas terceirizações, aprovadas no final do mês de janeiro pelo Conselho de Saúde, e exigem mais esclarecimentos, sobretudo como vai ficar a situação empregatícia deles, já que uma empresa privada assumirá a gestão.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), Shirley Morales, disse à imprensa durante o ato que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está promovendo uma grande problemática. Além disso, ela pontuou algumas ilegalidades no processo de licitação, entre elas, a de que a SES tem um contrato vigente de cinco anos (2018/2022) com a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), que é uma empresa pública de direito privado, para gerenciar e fornecer recursos humanos ao Samu.
Acionar a Justiça
Shirley Morales informou que a categoria pretende acionar entrar com uma ação judicial contra a terceirização. “A gestão estadual não pode contratar outra empresa privada para fazer o mesmo serviço que já é realizado pela FHS. Por conta das irregularidades encontradas nesse edital, nós, enquanto sindicato dos enfermeiros, vamos tomar as medidas judiciais cabíveis”, disse.
O que diz a SES
Em nota enviada ao AJN1, a assessoria de comunicação da SES informa que foi lançado edital de concorrência pública para gestão compartilhada do Samu no dia 3 de fevereiro, com o objetivo de modernizar a gestão, melhorar o atendimento ao público e diminuir o tempo de resposta.
“A secretaria de Saúde vem se reunindo constantemente com os sindicatos para tirar dúvidas e tem deixado claro que os empregos públicos serão mantidos e que o diálogo permanece aberto”.
Em relação ao Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, a SES informa que ainda não há nada definido, e que estudos para verificar a viabilidade de uma gestão compartilhada na unidade estão sendo realizados.







