No período junino cresce o número de pacientes submetidos a cirurgia para amputação de membros por explosões de fogos de artifício. De acordo com dados estatísticos do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), somente em junho do ano passado, das 86 pessoas atendidas, aproximadamente 20% tiveram partes da mão amputadas por conta desses acidentes.
A coordenadora da Cirurgia Plástica do Huse, Moema Santana, ressalta que em situações de queimadura, a calma deve prevalecer para que os primeiros socorros sejam iniciados. “Imediatamente essa parte do corpo deve ser lavada com água em abundância, retirando o máximo de pólvora que se conseguir. Isto deve ser feito porque a pólvora, mesmo após algum tempo, continua reagindo e queimando o paciente. Se isso for feito de imediato, vai garantir que a queimadura não se agrave no caminho para o pronto socorro”, ressaltou a cirurgiã plástica.
O Huse, que é referência em atendimentos de média e alta complexidade, conta com um setor especializado no atendimento a vítimas de queimaduras. A Unidade de Terapia de Queimados (UTQ) funciona 24 horas, com 14 leitos. Ao dar entrada na unidade, os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar e, a depender da necessidade, recebem cuidados de cirurgiões plásticos, enfermeiros, clínicos e pediatras.
De acordo com Moema Santana, em muitos casos as pessoas insistem em colocar produtos caseiros sobre o ferimento. Como a pele está muito exposta devido à queimadura, o uso desses produtos pode agravar ainda mais a situação do paciente. “Muita gente passa pomada ou pasta d’água e isso deve ser evitado. Esses produtos podem agravar ainda mais a queimadura. Para os médicos é muito difícil remover este material para o início do processo cicatrização. O melhor a ser feito é lavar com água, envolver a região ferida com pano seco e limpo e trazer a pessoa imediatamente para o pronto-socorro”, destacou.







