ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:03:05

Setor de habitação contribui para queda de 0,03% no IPCA de Aracaju

Em Aracaju, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou -0,03% em junho, depois da deflação de 0,50% registrada em maio. Em junho de 2019, também houve deflação (-0,12%). O IPCA acumula no ano alta de 1,14%. No acumulado dos últimos doze meses, o índice registrou alta de 2,13%. A queda foi puxada por cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados: Habitação; Vestuário; Transportes; Saúde e Cuidados Pessoais; e Despesas Pessoais.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de maio a 30 de junho de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (base). Cabe lembrar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

O grupo com maior impacto positivo no IPCA de junho em Aracaju foi o grupo de Artigos de residência, que apresentou 1,55% de variação. Em termos de impactos em pontos percentuais (p.p.), considerando o peso mensal dos produtos e serviços na cesta de compras, o grupo de Artigos de residência respondeu por 0,05 p.p. no total da variação mensal.

O resultado do grupo de Artigos de residência foi influenciado pela variação dos preços dos Aparelhos eletroeletrônicos, que subiram 2,77%. No caso de produtos de Tv, som e informática, houve alta de 3,88%.

No caso dos televisores, especificamente, a alta foi de 3,39%. Já para o computador pessoal, registrou-se variação de 4,55%. No grupo Alimentação e bebidas (0,24%), o impacto também foi de 0,05 p.p. em maio (menor do que o impacto dos Artigos de residência, porém, em uma comparação até a terceira casa decimal), o segundo mais significativo entre os nove grupos pesquisados. No ano, o grupo de Alimentação e bebidas é o que acumula maior alta (8,02%). Em junho, as carnes foram as maiores responsáveis pela alta do grupo, com aumento de 2,76%. O arroz (3,25%) e o feijão-carioca (3,35%) também ficaram mais caros, assim como o
pão francês (2,11%).

O terceiro maior impacto (0,04 p.p.) veio do grupo Comunicação, que registrou alta de 0,75%. Nesse caso, as principais contribuições positivas vieram do Combo de telefonia, internet e TV por assinatura, que subiu 2,33% em junho, e dos aparelhos telefônicos, que ficaram 1,47% mais caros.

Habitação

O maior impacto negativo entre os grupos pesquisados foi no grupo Habitação (-0,05 p.p.), que apresentou deflação (-0,36%). A queda foi puxada pela variação de -1,49% da energia elétrica residencial. Vale lembrar que, no dia 26 de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que irá manter a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, até o final deste ano.

Na sequência, o grupo Saúde e cuidados pessoais contribuiu com -0,02 p.p. no índice de junho, com destaque para as quedas nos preços de perfumes (-2,51%), produtos para cabelo (-2,46%) e desodorantes (-2,97%). Impacto semelhante teve o grupo de Transportes (-0,02 p.p.), com variações de -20,75% para as passagens aéreas, -12,61% para transporte por aplicativo e -3,32% para o seguro voluntário de veículo.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

INPC varia 0,11% em junho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC do mês de junho apresentou variação de 0,11%, enquanto, em maio, havia registrado -0,35%. A variação acumulada no ano foi de 1,27% e, nos últimos doze meses, o índice apresentou alta de 2,16%. Em junho de 2019, a taxa foi de -0,08%.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,16% em junho, revertendo a variação de -0,13% registrada em maio. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de maio a 30 de junho de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (base).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

As informações são do IBGE.

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