ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:51:35

Setor de serviços registra recuo de 1,4% no mês de maio em Sergipe

O setor de serviços em Sergipe mostrou retração de 1,4% no mês de maio, na série com ajuste sazonal. Este resultado é melhor do que o apresentado na comparação entre março e abril, quando o recuo foi de 15,2% (pior resultado mensal desde 2011) e quando teve início a atual série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE.

De acordo com o IBGE, as perdas refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus na atividade econômica brasileira, com uma melhora gradativa nos resultados de maio na comparação com os resultados de abril, mês com maior impacto das medidas de distanciamento social.

Porém, na série sem ajuste sazonal, em relação a maio de 2019, o volume de serviços recuou 24,2%, o quinto resultado negativo consecutivo e, mais uma vez, o pior resultado da atual série histórica, superando o recorde de abril (-23,3%).

No acumulado de 2020 (Jan-Maio), também houve retração (-12,0%) e intensificação das perdas pelo quinto mês consecutivo. No acumulado nos últimos 12 meses, o índice também segue em queda (-4,2%), dessa vez mais intensa do que a acumulada nos doze meses encerrados em abril (-1,8%).

Nacional

O recuo de 0,9% no volume de serviços no Brasil, na passagem de abril de 2020 para maio de 2020, foi acompanhado por três das cinco atividades investigadas, com destaque para os setores de serviços de informação e comunicação (-2,5%), que acumula perda de 8,9% nos primeiros cinco meses do ano, e de profissionais, administrativos e complementares (-3,6%), que registrou queda de 20,6% nos últimos oito meses.

O outro setor que apresentou resultado negativo nesse mês foi o de outros serviços (-4,6%), registrando a terceira taxa negativa seguida e acumulando uma perda de 12,4% entre março e maio de 2020.

Em sentido oposto, as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,6%) e de serviços prestados às famílias (14,9%) recuperaram apenas pequena parte das perdas registradas nos últimos meses. Enquanto o primeiro setor havia mostrado retração de 25,0% entre março e abril; o segundo apontou queda acumulada de 62,7% nos três meses anteriores.

O índice de atividades turísticas apontou expansão de 6,6% na passagem de abril de 2020 para maio de 2020, recuperando uma parcela da queda acumulada entre março e abril (-68,1%), reflexo do impacto das medidas preventivas para combate da pandemia de Covid-19, como o isolamento social, em parte das empresas que compõem as atividades correlatas ao turismo, como transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis. Na comparação maio de 2020 frente a maio de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil recuou 65,6%, terceira taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda de receita de transporte aéreo, restaurantes, hotéis, rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê.

Região

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços em maio de 2020, em relação ao mês imediatamente anterior, acompanhando o recuo (-0,9%) observado no Brasil na série ajustada sazonalmente. As piores taxas vieram do Distrito Federal (-13,9%), Piauí (-3,6%) e Pará (-3,2%). Sergipe teve o quarto pior resultado do Nordeste, à frente do Piauí (-3,6%), Alagoas (-2,8%) e Ceará (-1,9%). As melhores taxas vieram de Santa Catarina (6,4%), Rio Grande do Sul (5,2%) e Paraíba (4,9%).

Na comparação com maio de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-19,5%) foi acompanhado por 25 das 27 unidades da federação. As seis piores taxas foram registradas em estados da região Nordeste: Alagoas (-34,8%), Ceará (-29,9%), Piauí (-29,3%), Pernambuco (-29,3%), Rio Grande do Norte (-28,9%) e Bahia (-27,2%). Sergipe teve a sétima menor queda na região, atrás apenas da Paraíba (-22,5%) e do Maranhão (-17,3%). Apenas nos estados de Rondônia (9,3%) e Mato Grosso (6,3%) o volume de serviços em maio de 2020 superou o de maio de 2019.

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