ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:09:18

Setransp diz que “lamenta” decisão da PMA em não conceder reajuste da tarifa de ônibus

Da redação, AJN1

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) emitiu nota lamentando o posicionamento do prefeito Edvaldo Nogueira, que anunciou nessa segunda-feira (2), que não concederá aumento na tarifa do ônibus. Hoje, a tarifa custa R$4,00, são 570 ônibus que compõem a frota do sistema de transporte integrado, transportando mensalmente 5.270.162 passageiros, e diariamente 157.672.

De acordo com o Setransp, a planilha tarifária, que informa os custos do serviço, foi enviada ao superintendente de Transporte e Trânsito, Renato Telles, conforme diretrizes da Lei Municipal de Aracaju 1.761/91, que regulamenta a tarifa de ônibus. São considerados na planilha todos os itens que implicam na tarifa – como combustível, mão-de-obra, peças, impostos e seus respectivos reajustes anuais.

O Setransp também destaca a queda de 31% do número de passageiros pagantes, nos últimos cinco anos, e o acréscimo em 80% do número de gratuidades no mesmo período.

“Para que haja sustentação do sistema de transporte, é necessário o equilíbrio entre o número de passageiros pagantes e o custo para prestação do serviço, isso equiparado com uma tarifa que seja acessível à população, mas também garanta a sustentabilidade do setor do transporte. Com todos os custos sofrendo aumentos anuais e a tarifa congelada, o sistema de transporte público coletivo corre o risco de sofrer as consequências de um desequilíbrio financeiro, impossibilitando investimentos necessários no serviço”, diz um trecho da nota.

Justificativa da Prefeitura

O prefeito explicou os motivos que o levaram a adotar a medida. Entre eles, segundo destacou, está a queda da inflação e o reajuste do salário mínimo pelo Governo Federal, considerado pequeno por Edvaldo.

“A inflação sofreu uma queda, a população tem enfrentado um período de desemprego e muitos estão recorrendo a informalidade para sustentar suas famílias. O peso do aumento na passagem recai justamente sobre as pessoas que mais precisam, então fizemos os cálculos e vimos que é possível não conceder aumento”, detalhou.

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