Da redação, AJN1
Na primeira quinzena do mês de junho, num quadro comparativo entre os anos de 2019 e 2020, houve uma queda expressiva no número de passageiros que utilizam o transporte público da capital e região metropolitana, devido às medidas de isolamento social por conta da covid-19. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), nos primeiros 15 dias do mês de junho do ano passado, foram mais de 2 milhões de deslocamentos nos ônibus coletivos, enquanto que no mesmo período deste ano, foram 762 mil registros, perfazendo uma queda de 61,9%.
De acordo com o Sindicato, embora o serviço continue sendo prestado sem a queda na mesma proporção, a receita, que representou na primeira quinzena de junho mais de R$ 8 milhões em 2019, fechou este ano com R$ 3 milhões, uma perda de mais de R$ 5,8 milhões.
“O Setransp informa que o setor segue mantendo alinhamentos diários junto ao Órgão Gestor, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito, sobre a prestação do serviço de transporte público coletivo, considerando as alterações de demandas durante o período de pandemia. Contudo, alerta quanto à necessidade de medidas para garantir a sustentabilidade do setor, para o momento de flexibilização da reabertura das atividades econômicas, uma vez que as empresas de ônibus precisam continuar a atender a população ofertando uma frota maior que a demanda de passageiros para evitar episódios de aglomerações. Para isso, é indispensável observar a realidade de descompensação econômica que o setor de transporte se encontra”, diz um trecho da nota enviada pela assessoria do Sindicato.
Protocolos permanecem
Segundo o Setransp, as ações de prevenção contra a covid-19 no serviço de transporte permanecem. Os acessos aos ônibus e terminais, por exemplo, continuam a ser restritos a apenas pessoas com máscaras. Motoristas e cobradores continuam com telas de proteção, isolando o local dos seus assentos, e orientadores de embarque também alertam os passageiros sobre distanciamento nas filas e no interior dos ônibus.
“Assim como a limpeza geral diária de ônibus e terminais, bem como a higienização dos veículos durante os intervalos das viagens. E campanhas de conscientização, incluindo a disponibilização de lavatórios externos nos terminais, os quais seguem lembrando a população dos cuidados importantes para prevenir a contaminação”, conclui a nota.
Divergência
Sobre os orientadores que estão alertando os passageiros a respeito do distanciamento social nas filas de embarque, além da limpeza dos veículos, o usuário João Matos, que utiliza a linha 200 (Circular/Indústria e Comércio I), diz que, principalmente no terminal do Centro, não há orientadores, e os ônibus continuam fétidos.
“Eu sou usuário assíduo do transporte público, utilizando com frequência os terminais, principalmente os do Centro, Maracaju e Mercado. Nesses eu não vi, até agora, nenhum orientador falando com as pessoas para manter o distanciamento social, sem contar que os veículos, caindo aos pedaços, continuam sujos e fedidos. As autoridades não estão ligando para quem pega ônibus, sempre foi assim”, desabafa.







