Da redação, AJN1
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) ainda não foi notificado da decisão do desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, Luiz Antônio Araújo Mendonça, que decretou, nesta terça-feira (26), a ilegalidade da greve do magistério estadual. A informação foi passada pela presidente do Sindicato, a professora Ivonete Cruz, que juntamente com outros professores, permanece em virgília na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese).
“Diante da indignação da categoria em relação a essa medida do Governo de depois de anos de massacre, um ano inteiro que os professores solicitam a garantia do pagamento do piso, ele encerra o ano encaminhando projetos que retiram direitos, essa categoria não vai arrefecer da luta”, ressaltou a presidente do Sintese.
A sindicalista explicou que tão logo o Sintese seja notificado, a categoria será convocada para uma assembleia, que poderá acontecer na praça Fausto Cardoso, para deliberar sobre a decisão do desembargador e os rumos do movimento. “Tomamos conhecimento ontem, no final da tarde, da decisão do desembargador em relação ao pedido do governo, que foi rápido em pedir a decretação da ilegalidade da greve. Se o governo tivesse tido a mesma rapidez e agilidade em atender o clamor dos professores, quem sabe hoje estaríamos em diálogo com o governo, não para ele dizer que vai aprovar do jeito que mandou, mas para que abra a discussão e possa avançar, possa ouvir o sindicato”, disse.
Ao conceder a liminar em favor do Governo do Estado e decretar a ilegalidade da greve, o desembargador determinou que o Sindicato suspenda a greve até o julgamento final do caso, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. Em sua decisão, o magistrado explica que a greve prejudica os cerca de 160 mil alunos da rede e que o Sindicato não estipulou um efetivo mínimo de professores em sala de aula.
Retrospecto
Os professores decidiram pela greve em assembleia realizada no dia 21 como forma de protestar contra o envio de proejtos de lei enviados pelo Executivo, que no entendimento do Sintese, extingue o triênio, reduz a carga horária e prejudica a incorporação de gratificações para aposentadoria.
Por outro lado, o Governo do Estado nega que os projetos retirem direitos dos professores. Ainda de acordo com o Governo, não há intenção em nenhum projeto para retirada de triênio de professor e, muito menos, para diminuição do salário do professor em 40%.






