ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 4:19:39

Sobe para 26 o número de óbitos provocados pelo vírus H3N2

Da redação, AJN1

Subiu para 26 o número de óbitos provocados pelo vírus Influenza A H3N2 em Sergipe. Esse triste quantitativo foi confirmado nesta quarta-feira (5), pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Alerta Epidemiológico, informativo que atualiza semanalmente os dados sobre o quadro da doença em todo o estado.

Conforme o boletim, foi confirmada a circulação de Influenza A em 49 municípios sergipanos. Ao total foram identificadas 691 amostras positivas, sendo 655 Influenza A H3N2 e 36 Influenza A não subtipado. Estas últimas foram enviadas para a Fiocruz para subtipagem.

Em meio ao aumento expressivo de casos, a SES orienta a população a continuar com os cuidados preventivos contra o vírus, que tem se espalhado por todo o Estado. O uso de máscara, a higienização das mãos e manter o distanciamento social são atitudes que evitam o contágio.

Os casos de mortes identificados, até a terça-feira, 4, ocorreram em 15 municípios: Aracaju (6), Itabaianinha (3), Estância (2), Tobias Barreto (2), Tomar do Geru (2), Umbaúba (2), Arauá (1), Barra dos Coqueiros (1), Carmópolis (1), Indiaroba (1), Itaporanga d’Ajuda (1), Japaratuba (1), Nossa Senhora do Socorro (1), Porto da Folha (1) e São Domingos (1).

Conforme a SES, a média de idade entre os casos que evoluíram para óbito foi de 74,2 anos, sendo 50% de cada sexo. Entre esses óbitos, 80,6% (21) apresentavam faixa etária de 60 anos ou mais. Além disso, todas as mortes estavam associadas a pelo menos um fator de risco para gravidade em casos de influenza, como doença cardiovascular crônica, diabete mellitus, hipertensão arterial, tuberculose pulmonar, bronquite asmática, pneumopatias crônicas, entre outras.

O vírus

De acordo com informações extraídas do portal da Fiocruz, o vírus H3N2 é uma variante do vírus Influenza A, que é um dos principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados, sendo facilmente transmitido entre pessoas por meio de gotículas liberadas no ar quando a pessoa gripada tosse ou espirra.

Os sintomas são febre alta no início do contágio, inflamação na garganta, calafrios, perda de apetite, irritação nos olhos, vômito, dores articulares, tosse, mal-estar e diarreia, principalmente em crianças.

Pelo fato de o influenza ser um vírus respiratório, assim como o que causa a Covid-19, a prevenção contra ele ocorre da mesma forma, ou seja, com distanciamento físico entre as pessoas, uso de máscara e higiene das mãos.

O período de incubação do vírus H3N2 é de três a cinco dias, quando começa a manifestação dos sintomas. Porém, também é possível que uma pessoa tenha a doença de uma forma assintomática, sem apresentar nenhuma reação.

Durante o período de incubação ou em casos de infecções assintomáticas, o paciente também pode transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto nos adultos é de até sete dias.

A doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início do surgimento dos sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Recomendação

Pessoas que apresentarem sintomas gripais deverão procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.

Mesmo com letalidade menor que a Covid-19, o H3N2 tem mais chances de evoluir para casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades). A propagação do vírus pode ter relação com a baixa cobertura vacinal contra a gripe e com a flexibilização das medidas de restrição e prevenção adotadas contra a Covid-19.

O Brasil possui vacinas que protegem contra o vírus Influenza A e B, no entanto, elas não são específicas para a variante H3N2, que está atingindo o país. De acordo com o Instituto Butantan, maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, a previsão é de que a vacina para H3N2 chegue ao Brasil a partir de março de 2022.

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