ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:09:42

Sobe para seis o número de óbitos em decorrência de Chikungunya em Sergipe

Da redação, AJN1

O Laboratório Central do Estado (Lacen) confirmou mais uma morte em decorrência de Chikungunya, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Trata-se de um adolescente, de 17 anos, residente em Aracaju. O garoto foi a óbito no último dia 10 de outubro, mas só agora o Lacen divulgou a informação. Com isso, sobe para 6 o número de pessoas que faleceram no Estado (de janeiro a 19 de outubro de 2023), em virtude da doença.

De acordo com o Boletim Epidemiológico das Arboviroses divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), até este mês de outubro, foram confirmados 2.364 casos de dengue; 1.379 casos de chikungunya; e 190 de zika. Além disso, houve o registro de dez óbitos por dengue.

Conforme o último Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em setembro, quatro municípios apresentam índice elevado de alto risco de infestação por Aedes aegypti. O estudo, que tem o objetivo de medir a presença do vetor nas localidades pesquisadas, mostra também que 42 municípios estão em situação de média infestação, e outros 29 com baixo risco.

A gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, reforça a importância da prevenção e da conscientização da população para evitar a proliferação do mosquito e, consequentemente, a propagação de doenças como a Chikungunya.

“A SES, junto com as secretarias municipais, realiza o monitoramento da presença do Aedes aegypti em Sergipe para promover ações de prevenção das arboviroses e controlar o número de casos. Contudo, é preciso que a população fique atenta aos cuidados preventivos, a fim de se evitar o surgimento de criadouros do mosquito transmissor das arboviroses como dengue, chikungunya e zika”, destacou a gerente.

Chikungunya

A Chikungunya é uma doença febril aguda, que provoca dores intensas nas articulações e pode levar a complicações graves, principalmente em casos de pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como crianças e idosos. Entretanto, caso apresente outros sintomas mais específicos, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para uma avaliação médica.

O mosquito transmissor da doença se reproduz em recipientes com água parada, sendo fundamental que a população adote medidas preventivas, como eliminar possíveis criadouros do mosquito em suas residências.

Prevenção

Os criadouros do mosquito Aedes aegypti costumam aparecer em depósitos de água ao nível do solo como tonel, tambor, barril, moringas, potes, cisternas, caixa d’água da chuva, além de vasos, frascos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros e pequenas fontes ornamentais.

Por isso, reforça a gerente, é importante que a população fique atenta e adote medidas preventivas como retirar o lixo acumulado nos quintais da residência, observar os reservatórios de água e limpar as calhas dos telhados. Esses são cuidados básicos, mas necessários para controlar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

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