Pela terceira vez no ano, o resultado da atividade econômica surpreende positivamente os economistas, com alta de 0,1% no terceiro trimestre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando comparado a igual período do ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou crescimento de 2% no terceiro trimestre de 2023.
A aguardada queda no setor de serviços pela política monetária mais restritiva não veio, e o setor subiu 0,6%, puxado principalmente por atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados.
No agro foram confirmadas as projeções de retração, com queda de 3,3% no trimestre. Porém, na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor continua em alta, de 8,8%.
Apesar dos números mais positivos que o esperado no geral, a queda na Taxa de Investimento na Economia chama atenção em mais um trimestre.
De acordo com os dados do IBGE, no terceiro trimestre a Taxa de Investimento ficou em 16,6%, sendo a menor desde 2020. No mesmo trimestre do ano anterior, essa taxa foi de 18,3%. A média em outros países da América Latina é de 20% a 25%.
Esse indicador mostra basicamente o quanto as empresas estão investindo em bens de capital para ampliar a produção.
Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, fatores podem ter contribuído para essa queda na Taxa de Investimento – o Risco Brasil, associado à insegurança jurídica, as alterações de regras fiscais e outros fatores afetam muito o investimento no setor real. Há também a questão do juro básico, que exige uma taxa de retorno elevadíssima para viabilizar investimentos, e ainda a queda de confiança dos empresários.
Fonte: CNN Brasil






