ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:11:12

Três empresas disputam licitação para arrendamento das Fafens

Da redação, AJN1

A Petrobras informou que as empresas Acron, Formitex e Proquigel atenderam aos requisitos exigidos e estão habilitadas a participar da licitação destinada ao arrendamento das Fábricas de Fertilizantes de Sergipe (Fafen-SE) e da Bahia (Fafen-BA). As propostas deverão ser entregues até o dia 22 de junho deste ano.

De acordo com a estatal petrolífera, vence a empresa que apresentar o maior preço para o arrendamento no período de dez anos, renováveis por mais dez. O processo licitatório para o arrendamento seguirá os ritos e atos da Lei Federal 13.303/2016 (Lei das Estatais).

A Petrobras alega que decidiu pela saída do negócio de fertilizantes em função da “persistência de prejuízos e destruição de valor decorrente da operação dos ativos”. Ainda de acordo com a estatal, principalmente no caso da Fafen de Sergipe, é inviável mantê-la em atividade, devido ao preço elevado do gás. Segundo a petrolífera, a unidade registra um prejuízo anual de R$ 250 milhões. Em hibernação, esse valor seria de R$ 10 milhões mensais.

Polêmicas

Ano passado, quando decidiu pela hibernação, a Petrobras recebeu uma enxurrada de críticas, principalmente do governo do Estado, que chegou a entrar na Justiça Federal este ano contra a hibernação, com causa vencida, alegando violação de normas ambientais, superveniência de grave risco ao meio ambiente e à saúde pública, dentre outros.

Multas

Por ter iniciado o processo de hibernação, a Petrobras foi multada em R$10 milhões pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) em fevereiro deste ano. A estatal também foi multada em R$40 milhões por lançar efluentes sem o tratamento adequado no emissário que deságua na Praia de Aruana no município de Aracaju.

Também está sendo confeccionado outro auto de infração porque foi constatado vazamento de amônia da Fafen no rio Sergipe, que levou a à morte centenas de peixes.

Consequências

O custo da safra do milho deste ano sofrerá um aumento severo de até 30% em virtude do processo de hibernação da Fafen/SE. Esse contratempo tem tirado o sono dos produtores estado afora. Isso porque sem a Fafen não há como comprar fertilizante nitrogenado, neste caso a ureia, um tipo de composto sólido muito utilizado para fazer a adubação de um grande número de plantações. O jeito é importar a ureia de outros Estados, o que encarece demasiadamente a produção.

O consultor em agronegócio, Gleiton Medeiros, confirma que a safra 2019 inicia com preocupações para o produtor. “Com os fechamentos da Fafen e Heringer, a procura de fertilizantes no mercado local diminui e obriga o produtor a gastar dinheiro com frete lá fora. Para plantar milho, é preciso ter muito adubo nitrogenado. Este ano não será fácil”.

 

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