A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) manifestou preocupação com os cortes no orçamento das universidades federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. O destaque principal da nota é a redução de recursos para a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), fundamental para garantir a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Em carta assinada pelos reitores e reitoras das universidades federais do Nordeste, os dirigentes reforçam que essas instituições são estratégicas para reduzir desigualdades regionais e sociais e para promover inclusão e desenvolvimento econômico. Nas últimas décadas, segundo o documento, a expansão e interiorização das universidades aumentou o acesso à educação superior pública, gratuita e de qualidade.
“No Nordeste, essa política pública teve papel decisivo na democratização do acesso à universidade e na promoção de um desenvolvimento regional sustentável, alicerçado na educação, ciência, tecnologia e inovação”, afirmam os dirigentes. Eles destacam ainda o papel das universidades na cultura, saúde e serviços à população.
O documento ressalta que a proposta orçamentária enviada pelo governo já era insuficiente para atender às demandas das comunidades acadêmicas e reforça a urgente necessidade de recomposição e suplementação do orçamento. Os reitores reafirmam o compromisso com o financiamento adequado da educação superior pública, considerada essencial para garantir o direito à educação e o futuro do país.
Entre os signatários estão os reitores e reitoras da UFBA, UFPE, UFPB, UFS, UFAL, UFCG, UFMA, UFPI, UFRN, UFRPE, entre outras universidades federais da região.
*Com informações Ascom UFS







