Setor de serviços em Sergipe apresenta crescimento de apenas 0,2%

Em novembro de 2020, o setor de serviços em Sergipe apresentou um leve aumento de 0,2% frente a outubro de 2020 (quando registrou um crescimento de 2,8%), na série com ajuste sazonal. Apesar desse leve aumento, na série sem ajuste sazonal, em relação a novembro de 2019, o volume de serviços recuou 15,1%. No acumulado de 2020 (Jan-Nov), também houve retração (-15,6%). No acumulado nos últimos 12 meses, o cenário sergipano de retração segue ocorrendo, com um recuo de 14,3%. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (13) pelo IBGE.

Mesmo com índices de recuo no setor de serviços, em Sergipe, é importante ressaltar que em 2020, o setor passou por diversas instabilidades. Por exemplo, em abril, seu recuo foi de 14,8% (o menor registrado no ano). Somente a partir de julho de 2020, o setor de Serviços começou a se recuperar (2,9%), sendo que o resultado atingido em
novembro é o 5º consecutivo de crescimento (0,2%).

Em âmbito nacional, entre as atividades analisadas, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-10,7%) e os serviços prestados às famílias (-26,2%) exerceram as influências negativas mais importantes. Os primeiros foram pressionados, pela queda nas receitas das empresas que atuam nos ramos de organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; limpeza geral; atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; agências de viagens; e locação de automóveis. Já nos serviços prestados às famílias as maiores pressões vieram da queda nas receitas de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico.

O outro recuo veio dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-3,7%), explicado, principalmente, pela queda de receita das empresas de transporte aéreo, rodoviário coletivo e metroferroviário (todos de passageiros); e de correio nacional.

Em contrapartida, as contribuições positivas vieram de outros serviços (7,3%) e de serviços de informação e comunicação (1,0%), impulsionados pelo aumento de receita das empresas dos ramos de administração de bolsas e mercados de balcão organizados; recuperação de materiais plásticos; corretoras de títulos e valores mobiliários; atividades de pós-colheita; e tratamento e disposição de resíduos não perigosos, no primeiro setor; e de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; e atividades de TV aberta, no último.