Sindipetro realiza ato contra processo de desativação da Fafen

Da redação, AJN1

O Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) realizou na manhã desta sexta-feira (20), um manifesto em frente à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen) da Petrobras, situado no no povoado Pedra Branca, município de Laranjeiras. A categoria é contra a desativação da unidade, alegando prejuízos sociais e econômicos.

Segundo o Sindicato, os resultados do processo de hibernação serão nefastos, com demissão de milhares de trabalhadores, a alta dos preços dos fertilizantes e elevação do preço dos alimentos, principalmente para os mais pobres.

O Sindipetro afirma ainda que os planos do governo Michel Temer é acabar com a soberania alimentar do Brasil, entregando um negócio [a produção de fertilizantes] bilionário para as multinacionais russas e norte-americanas.

“Temos que organizar nossa resistência para expulsar Temer do Planalto e os imperialistas do Brasil! Este ato na Fafen/SE será uma batalha de resistência e luta da classe trabalhadora. O próximo passo será construirmos um grande dia nacional de lutas em 10 de agosto, junto com todas as Centrais Sindicais do Brasil”, diz um trecho da nota enviada pela assessoria de Comunicação do Sindicato.

Hibernação

O governo de Sergipe foi informado do fechamento da Fafen no dia 19 de março, após telefonema do então presidente da Petrobras, Pedro Parente. O processo de hibernação, denominado pela Petrobras, está previsto para acontecer em outubro deste ano.

A fábrica de Sergipe entrou em operação em 1982 e marcou um novo ciclo do desenvolvimento no estado, com a construção da adutora do Rio São Francisco, a ampliação da rede de energia elétrica, a revitalização da ferrovia que liga Sergipe à Bahia e ainda com a instalação do Terminal Portuário Ignácio Barbosa, em Barra dos Coqueiros, a 36 quilômetros de Aracaju.

Ocupando uma área de 1 Km², a fábrica produz amônia, ureia fertilizante, ureia pecuária, ureia industrial, ácido nítrico, hidrogênio e gás carbônico.

Desde 2014, a Fafen conta com uma planta de produção de sulfato de amônio com capacidade para produzir até 303 mil toneladas/ano, o que equivale a 80% da importação da região Nordeste em 2014. O sulfato de amônio contém nitrogênio na composição e também é excelente fonte de enxofre, muito utilizado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e algodão.