Em abril de 2020, o comércio varejista em Sergipe recuou 17,4% frente a março, na série com Ajuste Sazonal. A média móvel trimestral foi de -7,7% no trimestre encerrado em abril. Na série sem Ajuste Sazonal, no confronto com abril de 2019, o comércio varejista recuou 25,0% no volume de vendas. No ano, o volume de vendas no varejo já acumula queda de 9,6%. Já o acumulado nos últimos 12 meses ficou em -4,7%. As informações constam em estudo publicado nesta terça-feira (16) pelo IBGE.
Os resultados para abril de 2020 refletem a continuação das medidas de isolamento social devido à pandemia de Covid-19 iniciadas na segunda metade de março, quando o volume de vendas já havia registrado variação de -5,4%.
No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas reduziu 8,5% em relação a março de 2020, enquanto a média móvel trimestral, que em março estava em -5,7%, passou a -9,1%.
Em relação a abril de 2019, o comércio varejista ampliado retraiu 29,3%, sexta taxa negativa consecutiva, em uma série histórica marcada por quedas bastante expressivas nos meses de março e abril. No acumulado de 2020, Sergipe registrou uma diminuição de 12,5% no volume de vendas, e no acumulado de 12 meses, houve redução de 5,0%.
Se em março, com o início das medidas de isolamento social devido à pandemia de Covid-19, as atividades de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (14,6%) e de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,3%) registraram aumento no volume de vendas, em abril a queda foi generalizada, atingindo todas as atividades pesquisadas pela Pesquisa Mensal de Comércio.
Âmbito Nacional
Nacionalmente, na comparação frente a março, as quedas mais intensas foram registradas nas atividades de Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%). Mas, mesmo para a queda menos intensa, registrada para as atividades de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, a variação ficou na casa dos dois dígitos (-11,8%). Na comparação com abril de 2019, essa última atividade foi a única que registrou variação positiva, com aumento de 4,7% no volume de vendas.
Nas duas atividades do comércio varejista ampliado, nacionalmente, o cenário é o mesmo. No caso do volume de vendas de Veículos, motos, partes e peças, houve variação de -36,2% entre abril e março de 2020, e variação de -57,9% entre abril de 2020 e abril de 2019. Já o volume de vendas de Material de construção teve variação menos intensa entre abril e março (-1,9%). Na comparação entre abril de 2020 e abril de 2019, a queda chegou a 21,1%.
Perdas em todos os estados
Com a expansão das medidas de isolamento social em todas as unidades da federação, o volume de vendas no varejo teve queda generalizada. Na comparação entre abril e março, com ajuste sazonal, a variação menos intensa foi a de Santa Catarina (-4,3%), seguida de Roraima (-8,9%) e Tocantins (-8,9%).
Para o Brasil, a queda foi de 16,8%. O Amapá teve a maior queda na comparação, registrando -33,7%, seguido por Rondônia (-21,8%) e Ceará (-20,2%). Na região Nordeste, o melhor resultado veio do Rio Grande do Norte (-11,6%) e o pior veio do Ceará (-20,2%). Sergipe (-17,4%) registrou o décimo pior resultado nacionalmente.






