ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:32:30

Você sabe o que é segurança hídrica?

 

Um levantamento feito pelo Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH) estima que até 2035, aproximadamente 74 milhões de brasileiros estarão sob algum grau de insegurança hídrica. Isso significa que o acesso à água de qualidade, considerado um direito humano pela Organização das Nações Unidas (ONU), estará comprometido.

Um dos fatores que ameaçam a Segurança Hídrica é o aumento populacional não planejado, o que ocasiona uma ocupação desordenada da área urbana e o crescimento econômico, sendo que estes dois fatores geram a ampliação da demanda de água. Além desse fator, as mudanças climáticas e os seus efeitos nos eventos hidrológicos extremos, ausência de planejamentos e gerenciamentos coordenados, investimento em infraestrutura hídrica e saneamento também são as causas desse problema.

O professor do curso de Engenharia Civil da Universidade Tiradentes (Unit), doutor Anderson Sobral, explica que o Brasil dispõe dos reservatórios de água doce, mas a distribuição não é equitativa. “O Brasil é rico em reservatório de água doce mas, por questões geográficas, têm áreas de escassez. Então, é importante sim pensar em criar cidades sustentáveis visando o reuso por exemplo e para a indústria e pro grupo agro pensar em meios eficientes de uso evitando o desperdício”, aponta.

O cenário de insegurança hídrica no Brasil é um problema multifatorial que está relacionado a uma série de fatores como, por exemplo, o desequilíbrio sócio-hidrográfico. Para se ter uma ideia, a região Amazônica concentra 90% da água doce, mas possui só 9,2% da população brasileira. Enquanto isso, a região Sudeste dispõe de 1,7% da água doce do país e concentra 47,6% da população.

As crises hídricas também estão associadas ao aumento da demanda de água nos centros urbanos, na indústria e na agricultura. “É importante, sim, pensar em criar cidades sustentáveis visando o reuso, por exemplo, e para a indústria e pro grupo agro, pensar em meios eficientes de uso evitando o desperdício, mal uso dos recursos hídricos (uso em demasia), poluição de diversas ordens: lixo, química, sedimentar; não tratamento de efluentes (esgoto)”, afirma.

De acordo com informações da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (AESBE), em Sergipe, a obra da adutora que liga a barragem do Rio Poxim com a Estação de Tratamento de Água do Poxim leva a água por uma tubulação de 14 km. Um investimento importante para garantir a segurança hídrica da região Metropolitana, já que em Aracaju havia somente 30% de cobertura de Esgotamento Sanitário, mas após as obras, alcançou uma cobertura de mais de 65%.

“Tem que pensar em saneamento eficiente para todos, muitas áreas não são atendidas corretamente, sendo que o Brasil e Sergipe dispõe de reservatórios de água doce, mas a distribuição não é equitativa. As obras de saneamento são essenciais para a segurança hídrica da população, principalmente aquelas em situação de insegurança”, completa.

Fonte: Asscom Unit com informações da AESBE

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