Um levantamento feito pelo Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH) estima que até 2035, aproximadamente 74 milhões de brasileiros estarão sob algum grau de insegurança hídrica. Isso significa que o acesso à água de qualidade, considerado um direito humano pela Organização das Nações Unidas (ONU), estará comprometido.
Um dos fatores que ameaçam a Segurança Hídrica é o aumento populacional não planejado, o que ocasiona uma ocupação desordenada da área urbana e o crescimento econômico, sendo que estes dois fatores geram a ampliação da demanda de água. Além desse fator, as mudanças climáticas e os seus efeitos nos eventos hidrológicos extremos, ausência de planejamentos e gerenciamentos coordenados, investimento em infraestrutura hídrica e saneamento também são as causas desse problema.
O professor do curso de Engenharia Civil da Universidade Tiradentes (Unit), doutor Anderson Sobral, explica que o Brasil dispõe dos reservatórios de água doce, mas a distribuição não é equitativa. “O Brasil é rico em reservatório de água doce mas, por questões geográficas, têm áreas de escassez. Então, é importante sim pensar em criar cidades sustentáveis visando o reuso por exemplo e para a indústria e pro grupo agro pensar em meios eficientes de uso evitando o desperdício”, aponta.
O cenário de insegurança hídrica no Brasil é um problema multifatorial que está relacionado a uma série de fatores como, por exemplo, o desequilíbrio sócio-hidrográfico. Para se ter uma ideia, a região Amazônica concentra 90% da água doce, mas possui só 9,2% da população brasileira. Enquanto isso, a região Sudeste dispõe de 1,7% da água doce do país e concentra 47,6% da população.
As crises hídricas também estão associadas ao aumento da demanda de água nos centros urbanos, na indústria e na agricultura. “É importante, sim, pensar em criar cidades sustentáveis visando o reuso, por exemplo, e para a indústria e pro grupo agro, pensar em meios eficientes de uso evitando o desperdício, mal uso dos recursos hídricos (uso em demasia), poluição de diversas ordens: lixo, química, sedimentar; não tratamento de efluentes (esgoto)”, afirma.
De acordo com informações da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (AESBE), em Sergipe, a obra da adutora que liga a barragem do Rio Poxim com a Estação de Tratamento de Água do Poxim leva a água por uma tubulação de 14 km. Um investimento importante para garantir a segurança hídrica da região Metropolitana, já que em Aracaju havia somente 30% de cobertura de Esgotamento Sanitário, mas após as obras, alcançou uma cobertura de mais de 65%.
“Tem que pensar em saneamento eficiente para todos, muitas áreas não são atendidas corretamente, sendo que o Brasil e Sergipe dispõe de reservatórios de água doce, mas a distribuição não é equitativa. As obras de saneamento são essenciais para a segurança hídrica da população, principalmente aquelas em situação de insegurança”, completa.
Fonte: Asscom Unit com informações da AESBE






