ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 0:50:59

Adema diz que recolheu mais de 1 tonelada de óleo das praias de Sergipe

Da redação, AJN1

Desde o ressurgimento de pequenos fragmentos de óleo no litoral sergipano, no final do mês de agosto deste ano, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) afirma que já recolheu mais de uma tonelada do componente petrolífero, algo em torno de 1.008 quilos.

O primeiro aparecimento de manchas de óleo ocorreu em 2019, atingindo toda a faixa litorânea nordestina, e consolidando um dos maiores desastres ambientais do país.

A Adema, o Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e a Marinha recolheram, há cerca de 15 dias, amostras do óleo para análise, e os resultados mostram que se trata de óleo cru, que pode ter sido descartado por navios em alto mar.

“A Adema vem monitorando constantemente o litoral e coletando quando aparecem as pequenas pelotas de óleo. Cerca de 1.008 quilos foram recolhidos até aqui, o que é considerado uma quantidade pequena. Ainda não é possível afirmar que há alguma relação desse material recolhido, agora, com o grande derramamento de óleo de 2019”, diz a assessoria de comunicação da Adema.

Os fragmentos já foram encontrados em praias de outros cinco estados do Nordeste, recentemente.

Em Sergipe, as manchas foram encontradas nas praias da Caueira e Coqueirinho, em Itaporanga D’ajuda; Abaís, Dunas e Saco, em Estância, localizadas no litoral Sul do Estado; em Aracaju, atingiram as praias da Coroa do Meio e Aruana.

Ambientalistas acreditam que pode se tratar do mesmo óleo derramado em 2019, sendo partes que ficaram presas nos recifes e corais e que, agora, estão se desprendendo e chegando ao litoral.

Relembre

As manchas de óleo começaram a ser vistas desde o dia 2 de setembro de 2019 no litoral nordestino, chegando a Sergipe de modo visível no dia 24 de setembro. A partir de então, equipes de diversos órgãos se mobilizaram para dar resposta ao problema.

Toda a extensão do litoral sergipano foi atingida pelo óleo, se estendendo ainda para os estuários dos rios Sergipe, Vaza-Barris, Piauí, Real, Japaratuba e São Francisco, causando diversos impactos na fauna e flora marítima, bem como danos, prejuízos e impactos ambientais, sociais e comerciais.

 

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