ARACAJU/SE, 20 de maio de 2026 , 12:36:53

Aracaju registra índice de 1,9 de infestação do Aedes aegypti no terceiro LIRAa de 2026

 

O terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 aponta avanço da infestação em Aracaju e mantém a capital em nível de atenção para surtos de dengue, zika e chikungunya. Divulgado nesta terça-feira (19) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o estudo registrou índice geral de 1,9 classificado como de médio risco.

O cenário é mais crítico em áreas específicas da cidade. Dos 42 bairros avaliados, 26 estão em médio risco, 18 em baixo risco e quatro apresentam alto risco de infestação: Cirurgia (9,4), Cidade Nova (6,5), Santo Antônio (4,5) e Grageru (4,0). Os dados reforçam a necessidade de intensificação das ações, sobretudo com a aproximação do período chuvoso.

O levantamento também mapeou os principais focos do mosquito. Recipientes para armazenamento de água, como lavanderias, caixas d’água destampadas e tonéis, concentram 40,4% dos criadouros. Vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso respondem por 39,9%. Já entulhos, pneus, calhas e resíduos sólidos seguem como ambientes favoráveis à proliferação do vetor.

De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, fatores climáticos e hábitos da população influenciam diretamente os índices. “Os meses de março e abril marcam o início do período de chuvas em Sergipe, cenário que favorece o acúmulo de água e acelera o ciclo reprodutivo do mosquito. Vale ressaltar que nos últimos meses a população está armazenando água para compensar o desabastecimento que vem acometendo vários bairros da capital sergipana”, observou. Ela acrescenta que “o desabastecimento tem levado moradores a armazenarem água de forma improvisada, criando ambientes propícios para o desenvolvimento do Aedes aegypti”.

Realizado entre os dias 4 e 8 de maio, o LIRAa confirma tendência de crescimento ao longo do ano. Em janeiro, o índice era de 0,9%; passou para 1,2% em março; e chegou a 1,9% em maio, mais que dobrando no período. O levantamento é utilizado como base para direcionar as estratégias de combate ao mosquito na capital.

Diante do avanço, a SMS intensificou as ações nos bairros com maior incidência. Equipes de combate às endemias atuam em mutirões nos quarteirões mais críticos de Cirurgia, Cidade Nova e Grageru. Também foram realizados bloqueios nos bairros Santo Antônio, Porto Dantas e Suíssa, com atuação integrada entre equipes regionais. Novos mutirões estão programados para os dias 23 de maio, no bairro Cirurgia, e 30 de maio, no Cidade Nova, com participação de mais de 20 agentes em cada ação.

A Secretaria reforça que o controle da infestação depende também da participação da população. Eliminar água parada, vedar reservatórios, limpar calhas e ralos, descartar corretamente o lixo e permitir o acesso dos agentes de saúde são medidas essenciais para reduzir os índices e conter o avanço das arboviroses.

*Com informações AAN

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