ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 2:01:32

Cerca de 24 mil domicílios sergipanos são habitações precárias

Cerca de 24.256 domicílios sergipanos, ou 3%, são classificados como habitações precárias, sendo 4.842 domicílios rústicos, como habitações em prédios em construção, viadutos, tendas, barracas etc., e 19.414 domicílios improvisados, aqueles sem paredes de alvenaria ou madeira aparelhada, o que expõem as famílias a condições insalubres. As informações estão na Nota Técnica “Déficit Habitacional – Sergipe”, elaborado pelo Observatório de Sergipe, órgão do Governo do Estado, com base no “Relatório de Déficit Habitacional no Brasil” da Fundação João Pinheiro (FJP), que utiliza dados de 2019 do IBGE e do Cadúnico como fonte.

O déficit habitacional ou inadequação habitacional podem ser compreendidos como a ausência de moradia, ou, a falta de algum tipo de item básico que a habitação deveria ter, mas que por alguma razão não tem. A metodologia adotada pela FJP classificou o déficit habitacional em cinco tipologias: domicílios rústicos, improvisados, com unidades domésticas coniventes, domicílio cômodo e com ônus excessivo de aluguel. Outros destaques da pesquisa foram:

A cada dez domicílios em Sergipe, um estava na condição de déficit habitacional;

Em 2019, o déficit habitacional em Sergipe (10%) subdividiu-se em: ônus excessivo com aluguel (5,4%); domicílios improvisados (2,4%); famílias conviventes (1,6%); domicílios rústicos (0,6%) e domicílios cômodos (0,1%);

A maior parte do déficit habitacional (810.217 – domicílios) ocorreu em virtude do ônus excessivo com aluguel (43.365 – domicílios). São famílias que têm renda de até três salários mínimos mas que gastam mais de 30% da renda com aluguel.

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