ARACAJU/SE, 29 de abril de 2026 , 18:02:30

NASA quer colaboração de voluntários para registrar quantidade de meteoros que atingem a Lua

 

Ao contrário do planeta Terra, a Lua se enquadra como um objeto celeste bem vulnerável a meteoros – ou meteoroides, para usar o termo correto nesse caso. Por praticamente não possuir uma atmosfera, o território lunar está sujeito ao impacto de rochas espaciais vindas de vários cantos do universo. Estima-se que cerca de 100 meteoroides atinjam a Lua diariamente.

Agora, um projeto de ciência cidadã financiado pela NASA busca voluntários para trabalhar na identificação desses impactos, responsáveis por gerar os chamados flashes lunares. Um comunicado da agência espacial publicado no dia 27 de abril detalha as atividades realizadas pelo Impact Flash, que aceita o envio de registros amadores de flashes lunares.

O objetivo é que os dados enviados por voluntários ajudem os cientistas a aprenderem mais sobre a frequência dos impactos causados por meteoroides e quais os riscos que eles apresentam.

Pequenos brilhos lunares

Enquanto os astronautas da missão Artemis II orbitavam a Lua, eles puderam observar bem de perto os breves clarões de luz na superfície do satélite causados pelo impacto de rochas espaciais. Esse tipo de evento é tão frequente que os cientistas da Nasa decidiram pedir uma ajudinha de monitoramento para estimar a frequência de impactos com maior precisão.

Pelo fato de que os meteoroides viajam no espaço a dezenas de quilômetros por segundo, uma rocha do tamanho de uma bola de pingue pongue já é capaz de causar um bom estrago ao entrar em contato com a superfície desprotegida da Lua.

“A maior parte da energia desses impactos é usada para formar as crateras que vemos na superfície lunar. Mas uma pequena quantidade dessa energia (menos de 1%) se transforma em um breve clarão. Esses clarões podem ser vistos por espaçonaves orbitando a Lua e, às vezes, até mesmo por telescópios na Terra, se as condições forem adequadas”, diz comunicado do Impact Flash.

Segundo a NASA, a importância de se estudar essas colisões também envolve compreender mais sobre tremores na Lua, abalos sísmicos descobertos por sismógrafos das missões Apollo e que podem fornecer mais informações sobre o que está abaixo da superfície da Lua.

Como mandar registros para a NASA?

Mesmo que o projeto Impact Flash aceite registros de astrônomos amadores, alguns requisitos devem ser considerados para o envio de dados dos clarões lunares. Entre eles, está a necessidade de, no mínimo, duas noites de observação e o uso de telescópios com 10 cm (4 polegadas) de diâmetro ou maior, equipados com sistema de gravação de vídeo.

Mais informações sobre o projeto, os requisitos e o envio dos dados podem ser acessadas no site oficial do Impact Flash: https://www.geodes.umd.edu/impactflash

Fonte: GALILEU

 

 

 

 

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