ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:05:28

Custo da cesta básica de alimentos em Aracaju aumentou 2,17% em janeiro

 

No primeiro mês de 2024, segundo a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo da cesta básica de alimentos em Aracaju registrou aumento de 2,17%. Para comprar os itens, o trabalhador aracajuano teve que desembolsar R$ 528,48. Esse valor comprometeu 40% do salário mínimo. Na variação em 12 meses, a capital sergipana apresenta redução de 4,83% no valor da cesta.

 

Conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o valor da cesta aumentou em 16 das 17 capitais onde o Dieese realiza as análises mensalmente. A única redução ocorreu em Fortaleza (1,91%). As elevações mais importantes foram registradas em Belo Horizonte (10,43%), Rio de Janeiro (7,20%), Brasília (6,27%) e Goiânia (6,18%). Florianópolis foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 800,31), seguida por São Paulo (R$ 793,39), Rio de Janeiro (R$ 791,77) e Porto Alegre (R$ 791,16). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 528,48), Recife (R$ 550,51) e João Pessoa (R$ 559,77).

Produtos
Em janeiro 2024, o preço da batata aumentou em todas as cidades da região Centro-Sul, onde o tubérculo é pesquisado. A diminuição da oferta pode ser explicada pelo excesso de chuvas. O custo do quilo do feijão subiu em todas as capitais. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Belo Horizonte e São Paulo, apresentou taxas que variaram entre 5,29%, em Aracaju, e 19,64%, em Belo Horizonte.

O preço médio do óleo de soja voltou a subir em todas as capitais e, de dezembro de 2023 a janeiro de 2024, as altas oscilaram entre 0,40%, em Fortaleza, a 19,77%, em Belém. O valor do arroz agulhinha aumentou em 16 das 17 cidades da pesquisa, com variações entre 5,01%, em Curitiba, e 15,26%, em Belém. Em Aracaju, a queda foi de 0,48%.

Quanto ao custo do quilo do tomate aumentou em 16 das 17 capitais, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, com taxas expressivas em Belo Horizonte (31,22%), Rio de Janeiro (24,87%) e Natal (24,40%). A queda foi registrada em Fortaleza (26%). Já o preço do leite integral diminuiu em 11 capitais.

Salário

Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro de 2024, o necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.723,41, ou 4,76 vezes o mínimo de R$ 1.412,00. Em dezembro de 2023, quando o salário mínimo foi de R$ 1.320,00, o valor necessário ficou em R$ 6.439,62 e correspondia a 4,88 vezes o piso mínimo. Em janeiro de 2023, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.641,58 ou 5,10 vezes o valor vigente.

 

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