ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 1:43:54

Custo da cesta básica em Aracaju tem redução de 3,87% em setembro

Da redação, AJN1

No mês de setembro, o custo da cesta básica de Aracaju apresentou leve redução de expressivos 3,87%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na prática, os aracajuanos tiveram que desembolsar R$ 518,68 para levar o conjunto de alimentos perecíveis para casa.

Produtos como o óleo de soja, feijão carioquinha, leite integral, açúcar, carne bovina, batata e manteiga foram os principais responsáveis pela redução da cesta nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese.

Com a diminuição no preço, a capital sergipana mantém a cesta mais barata do Brasil. Vale frisar que no mês de agosto, a redução foi de 0,54%; julho, recuo de 1,35%; em junho, alta de 0,28% no valor da cesta; em maio, queda de 0,56%; em abril, teve aumento de 5,04%; em março, a alta foi de 1,58%; em fevereiro, 1,77%; em janeiro, elevação expressiva de 6,23%. Já a variação no ano é de incríveis 8,50% e em 12 meses, alta de 14,24%.

NACIONAL

Entre agosto e setembro, as reduções mais importantes ocorreram nas capitais do Norte e Nordeste: Aracaju (-3,87%), Recife (-3,03%), Salvador (-2,88%) e Belém (-1,95%). Os aumentos foram registrados em Belo Horizonte (1,88%), Campo Grande (1,83%), Natal (0,14%), São Paulo (0,13%) e Florianópolis (0,05%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 750,74), seguida por Florianópolis (R$ 746,55), Porto Alegre (R$ 743,94) e Rio de Janeiro (R$ 714,14). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 518,68), Salvador (R$ 560,31), João Pessoa (R$ 562,32) e Recife (R$ 580,01).

A comparação dos valores da cesta, entre setembro de 2022 e setembro de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 8,41%, em Vitória, e 18,51%, em Recife. Em 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades pesquisadas pelo DIEESE, com destaque para as variações de Belém (11,78%), Campo Grande (10,87%), Brasília (10,56%), Goiânia (10,29%) e João Pessoa (10,08%).

COMO DEVERIA SER O SALÁRIO-MÍNIMO

Com base na cesta mais cara, que, em setembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário-mínimo necessário. Em setembro de 2022, o salário-mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.306,97, ou 5,20 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em agosto, o valor necessário era de R$ 6.298,91 e também correspondeu a 5,20 vezes o piso mínimo. Em setembro de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.657,66 ou 5,14 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00

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