ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:01:57

Desemprego em Sergipe foi de 15,5% no primeiro trimestre de 2020

Da redação, AJN1

A taxa de desocupação (15,5%), ou desemprego, teve crescimento nominal de 0,7 ponto percentual (p.p.) no primeiro trimestre de 2020 na comparação com o último trimestre de 2019, mantendo-se, porém, no mesmo patamar da taxa do primeiro trimestre de 2019. Estatisticamente, não houve variação significativa em nenhuma das comparações. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a sexta maior taxa de desocupação entre as 27 unidades da federação e a quarta maior entre os estados da região Nordeste. A maior taxa foi registrada na Bahia (18,7%) e a menor em Santa Catarina (5,7%). O Brasil encerrou o trimestre com uma taxa de 12,2%.

A Região Metropolitana de Aracaju (RM de Aracaju), que compreende os municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, a taxa de desocupação foi de 16,3%. A maior taxa foi registrada na Região Metropolitana de Salvador (18,9%), enquanto a menor foi registrada na Região Metropolitana de Florianópolis (8,3%).

Considerando apenas o município da capital, a taxa ficou em 14,8%. Manaus (18,5%) foi a capital com a maior taxa de desocupação no trimestre, ao passo que Goiânia (7,2%) foi a que registrou a menor taxa no grupo que inclui as 26 capitais de estados e Brasília.

A taxa de desocupação é maior entre as mulheres, tanto em Sergipe (18,8% contra 12,9% entre homens) quanto na RM de Aracaju (18,5% contra 14,3%) e na capital (17,9% contra 11,7%). Considerando os três grupos de cor ou raça mais populosos, a população branca registra as menores taxas: 11,2% em Sergipe, 16,3% na RM de Aracaju e 14,8% em Aracaju. Para a população preta, as taxas são, respectivamente: 17,1%, 16,9% e 15,7%. Entre pardos, os números são: 16,4%, 17,1% e 16,3%.

No recorte de nível de instrução, para o estado de Sergipe, a desocupação é três vezes maior entre as
pessoas com ensino médio incompleto (25,3%) na comparação com o grupo com ensino superior
completo (8,2%). Na RM de Aracaju e na capital, porém, as taxas de desocupação são maiores no grupo sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo: 38,4% na RM e 42,1% na capital.

As menores taxas também estão no grupo com ensino superior completo (9,7% na RM e 9,2% na capital).

No recorte por grupos de idade, em Sergipe, a taxa de desocupação é maior entre os mais jovens,
registrando 35,2% no grupo de 14 a 17 anos, e 31,5% no grupo de 18 a 24 anos.

Ela se aproxima da média do estado no contingente com idades entre 25 a 39 anos (15,4%) e diminui expressivamente nos grupos etários seguintes, ficando em 8,3% no grupo com 40 a 59 anos e em 5,4% no grupo com 60 anos ou mais de idade.

A população desocupada ou sem emprego (166 mil pessoas) teve aumento de cerca de mil pessoas em relação ao trimestre imediatamente anterior e subiu em 3 mil pessoas em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (jan/fev/mar de 2019).

A população ocupada (906 mil pessoas) caiu cerca de 4,4% em relação ao trimestre anterior (42 mil a
menos) e apresenta aumento em relação ao mesmo trimestre de 2019, quando registrou 890 mil pessoas ocupadas.

A taxa de informalidade atingiu 51,8% da população ocupada, representando um contingente de 469 mil trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, essa taxa havia sido 53,4% e no mesmo trimestre do ano anterior, 53,7%. Em âmbito nacional, é a nona maior taxa registrada.

A população fora da força de trabalho (766 mil pessoas) aumentou em 38 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e reduziu em 5 mil pessoas em relação ao mesmo trimestre de 2019, quando registrou 771 mil pessoas fora da força de trabalho.

Com informações do IBGE

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