ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:27:44

Dia da Infância: autonomia dada às crianças gera segurança na fase adulta

Hoje, 24 de agosto, se voltam para as crianças de todo o mundo olhares de reflexão. É que este é o Dia da Infância. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças são todos os indivíduos menores de 12 anos. E com tão pouca idade, um debate surge entre os pais: qual o melhor momento para dar autonomia aos filhos?
Segundo a psicóloga credenciada pela Unimed Sergipe, Isabela Macedo, dar mais autonomia ou não aos filhos pequenos ainda permanece com grande dúvida e divergência entre os pais. “É uma questão muito difícil para os responsáveis lidarem no dia a dia. Antigamente, a adolescência que era uma fase cheia de impasses e desafios. Agora, já desde a infância, as crianças começam a pedir seus momentos de liberdade, de querer ir pra casa do coleguinha sozinho, para festas do pijama. Tudo isso vai acontecendo e os pais,que já tinham dúvidas na quando essa fase vinha na adolescência, agora que vem na infância, aumenta ainda mais”, explica a psicóloga.
A autonomia dada a uma criança pode contribuir para sua segurança pessoal não somente nos primeiros anos de vida, como também na fase adulta. No entanto, essa liberdade precisa ser dosada e observada pelos pais.
“Eu diria que não existe um melhor momento, uma idade certa, uma medida exata. Tem que ir vendo a criança, como está a segurança dessa criança, como você tem esse diálogo com ela, quem são as pessoas com quem a criança vai estar, vai sair para passear ou ir para aquelas festinhas.  Isso gera muito medo mas a gente tem que ir aprendendo a conviver com essas situações”, comenta Isabela.
Para se começar com essas permissões, é necessário também que os pais façam a sua parte, pois, segundo a psicóloga, a confiança que uma criança tem em si própria também está atrelada à forma como é tratada.
Tem que tratar seu filho com carinho, mostrando que a qualquer momento ele pode vir conversar, falar sobre tudo que quiser, para que aquela criança vá criando uma confiança. Quando a criança se sente mais segura, quando conhece quem estará a acompanhando quando ela não estiver perto de você, aí você vai fazendo permissões de maneira leve”, pontua a psicóloga.
“Existem famílias que são mais radicais e não permitem nada à criança e ao adolescente, principalmente festas. Falta entender que permitir também faz parte do desenvolvimento e vai gerar na criança o sentimento do desenvolvimento de segurança, que vai se refletir positivamente na idade adulta”, completa.
De acordo com a psicóloga, da mesma forma que a segurança adquirida na infância vai impactar positivamente o indivíduo na fase adulta, a insegurança também vai gerar outros impactos, porém de forma negativa, como incapacidade em tomar decisões ou fazer escolhas pouco assertivas e adequadas. “Tem que ter o equilíbrio, nem criar dentro de uma bolha, mas também não soltar demais”, reitera a profissional.
Atitudes simples, no dia a dia, podem refletir positivamente na vida da criança. A autonomia, que deve ser conquistada, reverbera em comportamentos que os pais gostariam que o filho tivesse, mesmo não estando na frente deles.
“A gente vai no parquinho com a criança várias vezes, vai ensinando com quem brincar, como brincar, quais os riscos, como deve se comportar, como se deve respeitar as pessoas naquele ambiente. Daí, a criança já tem aquele ciclo de amizade e você vai liberando para ela ir sozinha. Mas é interessante ir dando uma olhadinha sem que a criança perceba para ver como essa criança se comporta longe de você. Essa relação de confiança, de ter autonomia, deve ser uma conquista e não dada de presente, sem nenhum tipo de esforço por parte dos filhos”, reforça Isabela.
Fonte: Assessoria de Imprensa

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