O IBGE divulgou os resultados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) para o ano de 2018. Naquele ano, Sergipe contava com 32.774 unidades. Houve um recuo de 0,8% no número de unidades locais em relação a 2017, mas um aumento de 4,2% em relação a 2010. Das 32.774 unidades locais, 88,7% (29.077) eram entidades empresariais. Outros 9,9% (3.248) eram constituídos por entidades sem fins lucrativos e o restante (1,4% ou 449) atuava na administração pública.
Nas duas comparações (2010 e 2017), houve aumento no número de pessoal ocupado, que passou de 423.231 pessoas em 2017 para 427.043 pessoas em 2018 (um incremento de 0,8%). Em relação a 2010, quando o pessoal ocupado total ficou em 393.017, o incremento percentual foi de 8,7%. Esse comportamento se repete quando se consideram apenas as pessoas ocupadas assalariadas: em 2018, eram 387.253, aumento de 1,2% em relação a 2017 e de 8,4% em relação a 2010.
O salário médio mensal pago por essas unidades locais em Sergipe era o maior entre os nove estados da região Nordeste. Em 2018, o valor médio ficou em 2,8 salários-mínimos, ou R$ 2.629,30 em valores nominais. O maior salário médio mensal em 2018 estava no Distrito Federal (R$ 5.254,74) e o menor, na Paraíba (R$ 2.156,38). Confira outros destaques da pesquisa abaixo.
Saúde e serviços sociais
Número de unidades no setor de saúde humana e serviços sociais tem aumento expressivo Em Sergipe, o setor com maior número de unidades locais é o de Comércio, reparo de veículos e motocicletas (13.551). Apesar disso, o número de unidades estava 2,3% abaixo do registrado em 2017. Por outro lado, o número de unidades no setor de Saúde humana e serviços sociais saltou de 1.660 para 1.906,
um aumento de 14,8%. Aumento semelhante foi registrado no setor de Atividades profissionais, científicas e técnicas, que passou de 1.608 para 1.800 unidades (11,9%).
Setor que mais emprega
Tradicionalmente, o setor de Administração pública, defesa e seguridade social apresenta o maior número de pessoas ocupadas assalariadas em Sergipe (81.890 em 2018). Comércio, reparação de veículos e motocicletas vem logo em sequência com 63.721 pessoas ocupadas assalariadas em 2018, seguido da indústria de transformação com 41.116.
Apesar de não estar entre os setores de atividade com o maior número de pessoas ocupadas (8.426), o setor de Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação apresentou um aumento de 83,7% no número de ocupados assalariados entre 2017 (4.588) e 2018. A maior perda de pessoal ocupado (-6,9%), está na indústria extrativista, que passou de 2.859 para 2.663.
Na análise entre os anos de 2014 a 2018, percebe-se uma queda no número de pessoas ocupadas assalariadas na Indústria da transformação (46.567 para 41.116), assim como na Administração pública, defesa e seguridade Social (95.475 para 81.890) e do setor de Comércio e reparo de veículos automotivos e motocicletas, que foi de 67.175 em 2014 para 63.721, em 2018.
Maior salário
Sergipe apresenta o maior salário médio mensal do Nordeste com R$ 2.629,30. O menor salário mensal da região está no estado da Paraíba, com R$ 2.156,38, que é também o menor salário mensal do país. O Distrito Federal teve o maior salário médio mensal (R$ 5.254,74). Em média, os salários são mais altos na administração pública (R$ 4.013,21) em Sergipe. Para as entidades empresariais, o salário médio é menos da metade (R$ 1.928,85) do que o da administração pública. O mesmo ocorre quando se consideram apenas as entidades sem fins lucrativos (R$ 1.873,88).
No estado, a seção de atividade econômica que paga o maior salário médio mensal é a Indústria extrativa, que registra R$ 9.919,58. De 2017 a 2018, o maior aumento do salário médio mensal (12,4%) está no setor de Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados. Já a maior perda salarial está no setor de Água, esgoto e atividades de gestão de resíduos e descontaminação (-7,9%).
Maior parte em Aracaju
Levando em consideração as unidades locais em 2018, Sergipe tem 427.043 pessoas ocupadas, sendo 232. 790 em Aracaju. Considerando apenas as pessoas ocupadas assalariadas, Sergipe tem 387.253, enquanto em Aracaju tem de 211.821 pessoas. O salário médio mensal em Sergipe é de 2,8 salários-mínimos, enquanto em Aracaju é de 3,2. Isso representa um salário médio mensal de R$ 3.017,72 para a capital. Em 2010, o valor era de 2,9 salários-mínimos para Sergipe e 3,4 para Aracaju. Das 16.323 empresas em Aracaju, 5.804 são de reparação de veículos e motocicletas. Esse padrão se repete para os demais municípios com mais de 50 mil habitantes (Estância, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Tobias Barreto).
Levando em consideração apenas as empresas e outras organizações (ou seja, o endereço da sede de funcionamento da entidade), é possível apresentar recortes de remuneração por sexo e nível de instrução. No recorte por sexo, para o total das empresas e outras organizações, o salário médio mensal de homens e mulheres não se distancia muito (2,6 salários-mínimos para homens e 2,5 salários-mínimos para mulheres). Mas as diferenças são mais evidenciadas quando se levam em consideração apenas as entidades atuantes na administração pública. Nesse caso, o salário médio mensal de homens sobe para 4,7 salários-mínimos, enquanto o das mulheres fica em 3,7 salários-mínimos. Nas entidades empresariais propriamente ditas, o salário para homens ficou em 1,8 salário-mínimo e o de mulheres, em 1,5 saláriomínimo. Nas entidades sem fins lucrativos, havia igualdade no salário médio mensal de homens e mulheres, com ambos recebendo 2,0 salários-mínimos (numericamente, o salário médio mensal das mulheres ficou levemente acima).
No recorte nível de instrução, os dados mostram que o salário médio mensal triplica quando o empregado possui diploma de nível superior. Na média, pessoas com nível superior recebiam 5,2 salários-mínimos, ao passo que as pessoas sem nível superior ganhavam 1,7 salários-mínimos. Na administração pública, os valores eram de 6,0 salários-mínimos para as pessoas com ensino superior e 2,5 para as pessoas sem ensino superior. Entidades empresariais propriamente ditas pagavam 3,5 salários-mínimos para as pessoas com ensino superior e 1,5 salário-mínimo para as pessoas sem nível superior. Por fim, nas entidades sem fins lucrativos, pagava-se 3,4 salários-mínimos para as pessoas com nível superior e 1,4 para as pessoas sem nível superior.







