Acusado de integrar um esquema de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de medicamentos e material escolar pelo Município de Laranjeiras, um empresário, que está preso preventivamente, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), juntamente com funcionários, por destruir provas. Ele foi denunciado pelos crimes crimes previstos no artigo 2 do parágrafo 1º a Lei de Organizações Criminosas (Lei n. 12.859/13) que tem uma pena que varia de três a oito anos de reclusão.
A informação foi passada pela 6ª Procuradoria de Justiça, da Promotoria de Justiça da Comarca de Laranjeiras e do Grupo Especial de atuação contra Organizações Criminosas (Gaeco), que apresentou um balanço parcial do andamento da Operação Cítrus, deflagrada em dezembro do ano passado, quando foram cumpridos cumpridos mandados de busca e apreensão em órgãos públicos da Prefeitura de Laranjeiras e nas residências do prefeito, de familiares, servidores municipais, empresários e funcionários dele.
Nos levantamentos realizados pelo MPE ficou esclarecido que após a realização da primeira fase da Cítrus pelo Gaeco, que contou com o apoio das polícias Civil e Militar, o empresário e alguns funcionários queimaram documentos que poderiam servir de provas para as investigações. Foi instaurado procedimento investigatório criminal e o suspeito e uma funcionária tiveram as preventivas decretadas e acabaram detidos. O empresário permanece preso, enquanto a funcionária, após ter colaborado com as investigações, teve o alvará de soltura expedido pela relatora do caso na Câmara Criminal do TJ/SE.
Além do empresário e dos funcionários, que são acusados de destruir provas, o prefeito de Laranjeiras e um empregado foram denunciados pelo MPE posse ilegal de armas. Na primeira fase da operação coordenada pelo Gaeco, foram apreendidas armas na Fazenda Varzinhas, um dos locais de residência do prefeito.
*Com informações MPE







