ENCHENTE - 11/07/2019 - 08:47

Enchente desaloja famílias no Largo da Aparecida

Da redação, AJN1

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas na manhã de hoje (11) para retirar moradores que estão ilhados em residências no Largo da Aparecida, no bairro Jabotiana, em virtude da cheia do rio Poxim Mirim. “Estamos dando prioridade as pessoas com dificuldade de locomoção”, disse o coordenador da Defesa Civil de Aracaju, major Sílvio Prado.

Uma das pessoas resgatadas foi uma cadeirante, que estava no andar de cima de um dos imóveis na rua B. Como não foi possível colocá-la no bote, os Bombeiros tiveram que retirá-la nos braços. A informação é que o nível da água em algumas ruas chega a 1,8 metro.

O major Sílvio Prado destacou que, desde ontem (10), com a possibilidade da elevação do nível do Poxim Mirim, as equipes da Defesa Civil passaram nos imóveis orientando aos moradores para que deixassem o local e fossem para o Cras Madre Tereza de Calcutá ou para casa de familiares.

Segundo informações da PMA mais de 140 pessoas foram desajoladas e estão abrigadas no Cras e estão recebendo acompanhamento da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA). O Comitê de Crises, que reúne as equipes da Secretaria Municipal da Defesa Social e Cidadania (Semdec), através da Defesa Civil; a Secretaria de Assistência Social; Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb); Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

“Estamos junto com as equipes do Cras Madre Tereza de Calcutá, que fica na localidade. A Prefeitura está fazendo o seu papel, não parou um só minuto, tudo isso com o objetivo de solucionar os problemas ocasionados pelo mal tempo e minimizar os transtornos. A mesma coisa estamos fazendo no âmbito da Assistência Social. Vamos buscar atender às necessidades de todas as famílias”, garantiu o secretário da Assistência Social, Antônio Bittencourt.

Como o prédio do Cras já está lotado, a PMA vai buscar outros locais para abrigar as famílias que estão desalojadas. “Moro aqui desde 1970 e essa é a maior cheia que já vi”, revelou um dos moradores. A comunidade reclama que as enchentes se repetem a cada ano e a situação piorou depois da construção de condomínios em uma área que fica atrás do Largo.”É sempre assim! Mais uma vez perdemos tudo”, lamentou Maria dos Santos.