Um marcapasso é um pequeno dispositivo médico implantado no corpo para regular os batimentos cardíacos. Ele possui um gerador, uma bateria interna e eletrodos – que são conectados ao coração e ligados ao marcapasso.
Em geral, o marcapasso costuma ser indicado pelos médicos quando o coração bate de forma muito lenta, irregular ou com pausas perigosas — condição chamada de bradicardia.
O aparelho ainda pode ser necessário em diversas situações além dos distúrbios de ritmo e condução elétrica. Pacientes com insuficiência cardíaca (quando o coração perde a capacidade de bombear sangue adequadamente para o organismo), portadores de malformações congênitas ou aqueles que apresentam condições como Bloqueio Atrioventricular avançado, doença do nó sinusal, hipersensibilidade do seio carotídeo e QRS alargado, também podem se beneficiar do dispositivo.
É preciso fazer uma cirurgia minimamente invasiva para instalar o marcapasso. Após cerca de 30 dias (período que pode variar dependendo do biotipo e da idade da pessoa), o paciente pode retomar suas atividades habituais, mas a melhora nos sintomas já pode ser sentida desde o pós-operatório.
O funcionamento
O marcapasso monitora continuamente o ritmo elétrico do coração e, quando detecta uma irregularidade, envia pequenos impulsos elétricos de baixa intensidade para estimular o músculo cardíaco a bater no ritmo correto.
A versão tradicional do aparelho (marcapasso transvenoso) possui duas partes:
Eletrodos (ou leads): sãoo fios finos e flexíveis que ficam dentro das veias. Uma das pontas é fixada no músculo do coração, onde detecta os batimentos cardíacos naturais do paciente, monitorando continuamente o ritmo elétrico. Esses fios estão conectados ao gerador, transportando tanto os sinais captados pelo coração quanto os pulsos elétricos enviados de volta a ele.
Gerador de pulsos: cria os pulsos elétricos. Fica numa caixinha que é instalada no tórax, geralmente abaixo da clavícula. Ali também ficam a bateria e um chip que registra as atividades.
Na maioria dos casos, os eletrodos ficam posicionados dentro das câmaras do coração. Na cirurgia, eles são introduzidos por uma veia (geralmente a veia subclávia ou a jugular, próximas ao ombro) e guiados até o interior do órgão, onde ficam fixados à parede muscular.
Um funcionamento típico do marcapasso pode ser descrito da seguinte forma:
– Os eletrodos no coração detectam uma anormalidade no ritmo cardíaco, como ausência de impulso ou lentidão
– Por meio dos fios, os eletrodos enviam um sinal até o gerador de pulsos
– O gerador responde enviando um pulso elétrico que viaja pelos mesmos fios
– O impulso chega ao coração, estimulando o órgão a manter um ritmo adequado
Mais de um tipo
Há vários tipos de marcapasso. Os modelos com um eletrodo estimulam o átrio direito ou o ventrículo direito, já os de dois eletrodos podem estimular ambos. Nesse último caso, os pulsos também ajudam a coordenar a sinalização elétrica entre os dois ventrículos para auxiliar o coração a bombear o sangue. Esse tipo de marcapasso também é chamado de dispositivo de terapia de ressincronização cardíaca (TRC).
Os TRCs são considerados mais sofisticados que os marcapassos comuns e podem até mesmo incluir um Desfibrilador Cardioversor Implantável (CDI). Esse dispositivo eletrônico pequeno monitora o ritmo cardíaco 24 horas por dia e, ao detectar arritmias ventriculares graves (taquicardia/fibrilação), aplica automaticamente choques elétricos ou estímulos rápidos para restaurar o ritmo normal, prevenindo morte súbita.
Os marcapassos atuais também conseguem coletar e transmitir dados via conexão remota. Dessa forma, o médico pode acompanhar a situação do paciente e fazer ajustes se necessário.
Fonte: GALILEU







