Da redação, AJN1
A primavera já se descortinou, trazendo com ela, como é de costume, períodos de chuva e sol escaldante, características propícias à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika.
De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sergipe tem quatro municípios com alto risco de infestação do mosquito, são eles: Salgado (7,3), Simão Dias (6,5), Nossa Senhora da Glória (5,9) e Japoatã (4,4). Outros 42 municípios estão com médio risco de proliferação, e 29 com baixo risco.
Até o momento (de janeiro a 25 de setembro de 2023), a SES computou 2.200 casos de dengue, 1.353 de chikungunya e 183 de zika.
Foram nove óbitos por dengue e cinco por chikungunya, números alarmantes.
“A gente costuma ficar preocupado por conta do aumento das temperaturas e essas chuvas que caem no início do dia e no final do dia. É importante que a população esteja em alerta com esta situação. A Secretaria de Estado da Saúde tem atuado ao lado dos municípios, no uso do carro fumacê nos municípios que sinalizam risco. Mas é importante que a população fique atenta, porque a visita dos agentes de endemias é momentânea, naquele momento, e depois ele vai embora. Nós é que somos os verdadeiros agentes de saúde. Temos observado, também, um aumento no número de casos e de óbitos por chikungunya”, disse a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, em entrevista à TV Sergipe.
ARACAJU
Em Aracaju, de acordo com o quinto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, dos bairros da capital, seis foram classificados com alto risco: Salgado Filho (3,4), Pereira Lobo (3,2), Jardins (2,9), Getúlio Vargas (2,9), Santos Dumont (2,0) e Porto Dantas (1,9).
Outros 23 foram classificados com baixo risco de infestação e, 20, com médio risco.
O destaque desses números são os bairros Pereira Lobo e Jardins que, no LIRAa anterior, apresentaram índice de infestação 0, e Porto Dantas que teve queda considerável, tendo registrado índice de 3,4 no último levantamento.
Neste ano, em Aracaju, já foram registradas 3.317 notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, sendo confirmados 1.167 casos, desses 793 de dengue, 343 de chikungunya e 31 de zika. Em comparação ao ano passado, houve queda de 70,6% dos casos de dengue, e 65,4% dos casos de chikungunya, sendo o único aumento registrado nos casos de zika, de 14,8%.
PRINCIPAIS CRIADOUROS
A análise do LIRAa (Aracaju) mostra o crescimento expressivo com relação aos criadouros dentro das residências. Lavanderias, caixas d’água, tonéis apresentam crescimento de 16,3%, o maior registrado. Já em segundo lugar, vem os criadouros como vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso, com um aumento de 13,4%, em comparação ao quarto LIRAa.
Já criadouros em entulhos e resíduos sólidos houve queda de 81,4%, e de 70,7% em criadouros em pneus, resultado do trabalho executado pela Prefeitura.
“Este é um resultado satisfatório que nos deixa muito alegres, porque isso é fruto de todo um trabalho que vem sendo feito ao longo de todo o ano, pela SMS e secretarias parceiras, mas continuamos preocupados e em alerta, porque a dengue, a Chikungunya e a Zika são endemias, ou seja, elas convivem conosco e não estão erradicadas. Os vírus estão circulando, o mosquito existe. Então, a gente precisa continuar trabalhando para eliminar os focos e, com isso, podemos conseguir realmente fazer o controle dessas doenças aqui no nosso município e evitar que ela afete a nossa população”, destaca a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza.







