MONITORAMENTO - 07/11/2019 - 17:00

Manchas de óleo diminuem em Sergipe, afirma Adema

Foto: Adema

Da redação, AJN1

O surgimento das manchas de óleo no litoral de Sergipe está diminuindo, mas ainda é difícil dizer o quanto vai chegar às praias. A afirmação é do presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias.

Os resíduos, derivados de petróleo, começaram a aparecer no final de agosto, e praias dos nove estados da região foram afetadas. Até a noite do último domingo, 3, mais de 4,5 mil toneladas de óleo já haviam sido recolhidas de 314 localidades, em 110 municípios.

O que dificulta a identificação do volume que ainda pode chegar é o fato de o tipo de óleo derramado ficar sob a água e não ser detectável por satélites ou aviões.

“Apesar da diminuição, estamos ainda em situação de emergência para podermos tirar conclusões dos relatórios, seja do avanço ou diminuição. Vamos analisar como estão os mananciais, os peixes, crustáceos, toda uma situação. Os registros são de pequenas manchas e ficamos felizes com isso. É também resultado das equipes que estão fazendo a limpeza nas praias. Isso não e sinal de que acabou, em Recife, aconteceu a mesma coisa: houve diminuição e depois voltou com mais manchas. Estamos em alerta”, destaca o diretor-presidente da Adema.

Danos

Até o último dia 3 de novembro, conforme balanço da Adema, já foram recolhidas, das praias sergipanas, mais de 1.200 toneladas da substância misturada com areia. O material está sendo levado para uma área da unidade da Petrobras em Carmópolis.

Toda a extensão do litoral sergipano foi atingida pelo óleo, se estendendo ainda para os estuários dos rios Sergipe, Vaza-Barris, Piauí, Real, Japaratuba e São Francisco, causando diversos impactos na fauna e flora marítima, bem como danos, prejuízos e impactos ambientais, sociais e comercias.

Notificação

O governo federal divulgou nesta no último dia 4, que notificou a empresa grega Delta Tankers, proprietária da embarcação Boubolina, suspeita de ser a responsável pelo vazamento de óleo que alcança praias da Região Nordeste desde setembro. Segundo representantes do Executivo, o dano ainda está sendo calculado, mas pode chegar à casa dos bilhões de reais.