Da redação, AJN1
Aumentou o número de mulheres grávidas com HIV em Sergipe. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), em 2018 eram 83 gestantes soropositivas em Sergipe. Porém, os números de 2019 cresceram: 112 casos registrados.
Nos últimos 10 anos, no período que compreende de 2010 a 2019, foram registradas 744 gestantes com HIV. De acordo com o médico sanitarista e gerente do Programa IST/AIDS, Dr. Almir Santana, Sergipe registra, em média, 75 casos por ano de gestantes com HIV.
“O primeiro alerta é que é preciso melhorar o pré-natal e melhorar sob vários aspectos como, por exemplo, as gestantes precisam ser captadas pelos municípios através da busca ativa de suas equipes de Saúde na Família, para verificar aquelas que estão sem o pré-natal. Isso é extremamente importante, buscar as gestantes para que comecem o acompanhamento o mais cedo possível, no momento oportuno para a realização dos testes de HIV, Sífilis, Hepatite. São, no mínimo, três testes durante a gravidez”, disse Dr. Almir.
As mulheres detectadas como HIV positivo, conforme explica o médico, deverão ter um pré-natal diferenciado porque, além dos exames de rotina, farão o uso de medicamentos antirretrovirais, que têm como finalidade diminuir a carga viral. Se a quantidade de vírus presente no organismo cair muito, o parto poderá ser normal e a criança nascer saudável, no entanto, se a carga viral não cair de forma significativa, o parto indicado será a cesariana, por ser considerado de menor risco de transmissão para o bebê.
“As gestantes com HIV precisam tomar algumas medidas, inclusive no pós-parto. A mãe não pode amamentar, ela está terminantemente proibida de amamentar, e o bebê também precisará tomar a medicação antirretroviral, por um período. Outro ponto importante que recomendamos, é o uso da camisinha durante a gravidez porque também protege o bebê. A mãe está com HIV, mas pode contrair Sífilis, Hepatite e ainda aumentar a carga viral, caso o parceiro seja HIV e não estiver em tratamento. Aumentando a carga viral dela, consequentemente, aumenta o risco de infectar o bebê e, além disso, com o aumento da carga viral, a mulher que apenas possui o vírus, poderá desenvolver a doença, a AIDS”, conclui.
As informações são da SES.





