Da redação, Joangelo Custódio
O período chuvoso em Sergipe, que compreende de abril ao final e agosto, já passou. Agora, os climatologistas aguardam uma velha conhecida dos nordestinos: a estiagem, a qual desembarca nesta época sempre acompanhada de calor excessivo e um sol de rachar. E mesmo antes de atingir o seu ápice, a seca já começa a causar transtornos no semiárido sergipano.
Isso porque oito municípios sergipanos já declararam situação de emergência. São eles: Nossa Senhora da Glória, Frei Paulo, Monte Alegre, Canindé de São Francisco, Pinhão, Tobias Barreto, Poço Redondo e Carira. Desses, Poço Redondo, Monte Alegre, Frei Paulo e Nossa Senhora da Glória já tiveram seus pedidos reconhecidos pelo Estado, aguardando apenas a portaria de reconhecimento ser publicada e assinada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Os demais estão em análise.
A regulamentação da situação de calamidade torna possível aos municípios o recebimento de ajuda humanitária, bem como a manutenção da Operação Carro-pipa, já atuante nos municípios através do Exército Brasileiro, além de outros suportes da Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Monitor de Secas
Em Sergipe, no mês de setembro, de acordo com estudo do Monitor de Secas, instrumento de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Nordeste, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), ocorreu expansão da área de seca fraca no Leste do Estado devido às chuvas abaixo da média nos últimos meses, que levaram à piora nos indicadores de curto prazo.
Já no Centro-Oeste sergipano, no Alto e parte do Médio Sertão, houve intensificação da seca passando à categoria de moderada. Os impactos são de curto prazo no Leste do Estado e de curto e longo prazo nas demais áreas.
A tendência é que a faixa de seca se estenda nos próximos meses, principalmente em parte do Agreste e do Semiárido.





