ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:18:11

PF vai pedir prorrogação do prazo para concluir inquérito sobre morte de Genivaldo

Da redação, AJN1

A Polícia Federal (PF) em Sergipe informou nesta sexta-feira (29) que vai solicitar, ao Ministério Público Federal (MPF), a prorrogação do prazo para finalizar o inquérito sobre Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, morto após ser colocado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal no último dia 25 de maio, na BR-101, no município de Umbaúba.

Esta é a segunda vez que a PF posterga a data de conclusão do procedimento investigativo. A última ocorreu em 21 de junho, quando foi concedido prazo de 30 dias. Até o momento, já se acumulam mais de 60 dias de investigação.

De acordo com a PF, existem laudos periciais extremamente importantes que ainda não foram recebidos e analisados pelo Instituto Médico Legal e o Instituto Nacional de Criminalística.

Pedido de prisão negado

No último dia 13 de junho, a 7ª Vara Federal de Sergipe – Subseção Judiciária de Estância, indeferiu o pedido de prisão preventiva dos agentes, por parte da defesa da família da vítima. Entretanto, a Justiça deferiu a participação da defesa nos autos do inquérito e eventuais feitos conexos, apenas no sentido de acompanhamento e formulação de sugestões, que podem ou não ser acolhidas pela autoridade policial.

Na decisão, o Juízo da 7ª Vara considerou prejudicado o pedido de prisão preventiva dos policiais rodoviários federais investigados, visto que na fase de investigação, apenas autoridade policial e MPF podem solicitá-la.

Tal pretensão também foi rechaçada pelo MPF, que apresentou suas razões em manifestação enviada à Subseção Judiciária de Estância.

Relembre o caso

Genivaldo foi abordado pela PRF na cidade de Umbaúba, interior de Sergipe, no dia 25 de maio deste ano. Esquizofrênico, o homem ficou nervoso com a ação dos policiais, que utilizaram spray de pimenta e o imobilizaram no chão. Em seguida, os policiais jogaram um tipo de gás no porta-malas da viatura e o colocaram dentro do veículo.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe apontou que o homem morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.

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