ARACAJU/SE, 15 de maio de 2026 , 3:26:58

PRF encerra relatório no caso Genivaldo e recomenda demissão de policiais envolvidos

Da redação, AJN1

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou, nessa quarta-feira (2), o extenso processo administrativo referente ao caso Genivaldo de Jesus Santos, morto em 25 de maio de 2022, vítima de asfixia dentro de uma viatura da corporação. O relatório final, contendo nada menos que 13 mil páginas, foi encaminhado ao Ministério da Justiça.

A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da PRF-SE.

De acordo com o documento, a corregedoria da PRF recomendou enfaticamente a demissão de três policiais diretamente ligados à abordagem que resultou na morte de Genivaldo. Os nomes dos agentes em questão são William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento.

Além disso, o relatório também sugere a suspensão de outros dois agentes por um período de 32 e 40 dias, respectivamente. Essa medida se justifica pelo preenchimento inadequado do boletim de ocorrência, que omitiu informações relevantes e não foi transparente em relação aos fatos ocorridos.

O “Caso Genivaldo” ganhou grande repercussão nacional e tomou novos rumos no âmbito judicial. Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva dos três policiais rodoviários federais acusados da morte de Genivaldo. A decisão foi baseada no entendimento de que os policiais utilizaram força desproporcional e agiram em contrariedade às normas internas da corporação. Além disso, considerou-se que a vítima sofria de problemas mentais e não ofereceu resistência à abordagem.

A gravidade do caso levou a Justiça de Sergipe a determinar que os agentes da PRF envolvidos sejam levados a júri popular. Eles responderão pelos crimes de tortura e homicídio triplamente qualificado.

O trágico episódio ganhou notoriedade após a divulgação de imagens na internet que mostram a ação policial que resultou na morte de Genivaldo. Nas imagens, a vítima é vista presa dentro de uma viatura tomada por fumaça, enquanto um dos policiais rodoviários mantém a tampa do porta-malas abaixada, impedindo qualquer possibilidade de escape ou respiração. A abordagem teria sido motivada pelo fato de Genivaldo trafegar de moto sem capacete.

 

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